Reflexo das eleições nos clubes do Rio de Janeiro
Redação SRZD | FutRio | 06/10/2008 19:18
Em tempos de vacas magras para o municípios fluminenses, que tem no poder público a maior fonte de recursos, o período eleitoral distribui interrogações entre dirigentes e torcedores de clubes de futebol: é o tempo em que tudo pode mudar de uma hora para outra. Sem patrocinadores vindos da iniciativa privada, ou insuficientes para honrar uma folha de pagamento, muitas equipes dependem da subvenção do município, boa parte delas vinda de royalties da exploração petrolífera.
Neste sentido, o veredicto das urnas foi recebido com festa no Volta Redonda Futebol Clube. Antônio Francisco Neto (PMDB) foi eleito para mais um mandato. Neto é presidente de honra do clube e em sua última gestão que foi erguido o moderno Estádio da Cidadania.
"A vitória do Neto certamente foi muito boa para Volta Redonda e para o Voltaço. O Neto é presidente de honra do clube, foi um dos melhores presidentes da história do Voltaço e, assim como eu, é um apaixonado pelo Tricolor de Aço. Por isso, o Volta Redonda só tem a ganhar", afirma Rogério Loureiro, presidente do Volta Redonda, que recebe uma subvenção mensal de R$ 95.000 (noventa e cinco mil reais).
O resultado das urnas também trouxe tranqüilidade a Macaé. O prefeito Riverton Mussi (PMDB) foi reeleito e, Waldomiro Bittencourt, o Mirinho, presidente do Macaé e Secretário Municipal de Esportes, foi reconduzido à Câmara de Vereadores.
Na Baixada Fluminense, a vitória de José Camilo Zito (PSDB) causa temor no Duque de Caxias Futebol Clube. O Tricolor da Baixada tem no atual prefeito, Washington Reis (PMDB), o maior incentivador da equipe de futebol profissional, que chegou à primeira divisão carioca na última temporada e agora briga por vaga na Série B de 2009.
"O auxílio do Washington sempre foi muito importante, mas aceitamos a escolha do povo. Washington está presente em tudo o que diz respeito ao Duque de Caxias, desde o início, e seguirá nosso parceiro e amigo. Como o clube não recebe auxílio direto da Prefeitura, estamos tranqüilos. Ainda não conversamos com o Zito, mas sabemos que ele terá sabedoria para escolher o que for melhor para a cidada", desconversa Luiz Carlos Martins Areas, o Pinga, presidente do clube.
A situação mais preocupante para os amantes do futebol acontece em Cabo Frio. Valdemir Mendes, presidente da Cabofriense, rompeu politicamente com o primo, Marcos Mendes (PSDB), prefeito da cidade, e coordenou a campanha do rival e presidente de honra do clube, Alair Corrêa (PMDB), derrotado nas urnas neste domingo. Nos tempos áureos, quando a relação entre os parentes era boa, a prefeitura chegou a repassar R$ 130.000 (cento e trinta mil reais) ao clube por mês. Desta forma, a tendência é que o Tricolor da Região dos Lagos tenha que buscar parceiros na iniciativa privada para montar uma equipe competitiva. A diretoria também não poderá contar mais com a parceria com o Cruzeiro, encerrada no início do ano.
O panorama é parecido em Resende. O Resende Futebol Clube tem o departamento de futebol gerido pela Gol de Placa Marketing Esportivo, que proporcionou ao Gigante do Vale o retorno ao futebol profissional após trinta anos. Apesar de ter uma parceria com a prefeitura, a derrota do prefeito Sílvio de Carvalho (PMDB) não deve ter impacto nas contas do clube. "O prefeito Sílvio de Carvalho (PMDB) sempre apoiou o clube, tanto logística quanto financeiramente. Agora, esperamos que o Dr. Rechuan continue a apoiar a equipe, que trabalhou duro para colocar o Resende na primeira divisão do futebol do Rio de Janeiro", afirma o presidente Ricardo Tuffick.
Em Nova Friburgo, nada deve mudar para o futebol com a eleição de Heródoto (PSC). Pelo menos a curto prazo. A diretoria do Friburguense não conta com apoio do atual prefeito e já montou o planejamento para a próxima temporada sem contar com a oferta fácil do dinheiro público. "Não temos recebido ajuda financeira da prefeitura em todos esses anos. A única vez que ela ajudou foi em 2004, quando liberou R$ 50.000 (cinqüenta mil reais) para a disputa de todo o Campeonato Carioca. Não é muito, foram apenas quatro parcelas de dez mil. Se acontecer alguma parceria, não deve ser para 2009", afirma José Eduardo Siqueira, vice presidente de futebol.
Em Mesquita, a reeleição de Arthur Messias (PT) não foi recebida com entusiasmo pela diretoria do Tubarão da Baixada. De acordo com os dirigentes, a prefeitura ainda deve repasses ao clube desde o acesso à Primeira Divisão, conquistado em 2007. Em Campos, a eleição passou, mas o cenário de incertezas permanece: a vitória de Rosinha Garotinho (PMDB), que não se manifestou quanto aos repasses aos clubes de futebol, deixa os dirigentes do Americano apreensivos. O deputado Arnaldo Viana (PDT), também candidato ao cargo, que ficou em segundo lugar na disputa, teve seus votos considerados nulos, é bem visto pelos desportistas. O pedetista tenta reverter a decisão no TSE. Enquanto os clubes não conseguirem viabilizar novas formas de financiamento, seguirão reféns da boa vontade do executivo.
Postado por:Seu Madruga | 08/10/2008 14:09:04
O poder público não deveria desviar recursos da saúde, da educação, do saneamento básico para custear times de futebol profissional. Nada impede em custear escolinhas de futebol para crianças. Financiar marmanjos e empresários da bola é muito vergonhoso. Um escãndalo, tenho vergonha de ser brasileiro.
Postado por:Seu Madruga | 08/10/2008 14:04:46
VERGONHA!!!!!!!!
Postado por:Observador | 07/10/2008 08:59:56
Volta Redonda, subvenção mensal de R$ 95.000. O Duque de Caxias, que diz nada receber da Prefeitura, pelo menos não teve despesa com a construção e manutenção do campo, que é do município. O mesmo com relação ao Resende, que declaradamente recebia ainda ajuda financeira da cidade. O Cabofriense recebia em torno de R$ 130.000 por mês. E o Aperibense também é subvencionado pela Prefeitura, como é o Macaé, Floresta, Quissamã e o Cardoso Moreira. Nada contra, só que os clubes de menor envergadura da capital nenhum auxílio recebe, resultando em disputa absolutamente negativa ao esporte, sendo necessária que tal situação seja objeto de lei. Ou veda-se o dinheiro, direto ou indireto, da municipalidade ou todos os clubes de determinada competição receberão subvenção. Aí, meus amigos, a coisa mudará de figura.
Postado por:Observador | 07/10/2008 08:46:50
Volta Redonda, subvenção mensal de R$ 95.000. O Duque de Caxias, que diz nada receber da Prefeitura, pelo menos não teve despesa com a construção e manutenção do campo, que é do município. O mesmo com relação ao Resende, que declaradamente recebia ainda ajuda financeira da cidade. O Cabofriense recebia em torno de R$ 130.000 por mês. E o Aperibense também é subvencionado pela Prefeitura, como é o Macaé, Floresta, Quissamã e o Cardoso Moreira. Nada contra, só que os clubes de menor envergadura da capital nenhum auxílio recebe, resultando em disputa absolutamente negativa ao esporte, sendo necessária que tal situação seja objeto de lei. Ou veda-se o dinheiro, direto ou indireto, da municipalidade ou todos os clubes de determinada competição receberão subvenção. Aí, meus amigos, a coisa mudará de figura.
Postado por:Francisco Jorge | 07/10/2008 02:39:05
E os clubes da capital como ficam Bonsucesso,Olaria,Madureira,Sao cristovao e Bangu














































