Gilmar Mendes acusa Carta Capital de "pistolagem jornalística"
Redação SRZD | Nacional | 05/10/2008 10:15

"Pistolagem jornalística". Foi assim que o presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes, definiu a matéria a seu respeito publicada pela revista CartaCapital com o título de "O empresário Gilmar". Para o ministro, trata-se de perseguição da revista, que estaria se "vingando".
"Desde que houve o afastamento do diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), a Carta Capital vem fazendo sistemáticas críticas a mim, já fez duas capas comigo. Tudo indica que ela perdeu capital com isso", disse Mendes.
A reportagem da revista considera "um conflito ético" o fato de o ministro ser sócio do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que mantém contratos com órgãos do governo federal.
Na opinião de Mendes, que confirmou a sociedade, não há nenhum impedimento para isso. "A Lei da Magistratura permite isso expressamente. Não há dúvida. Não há o que discutir. Pode ser sócio (de instituições como o IDP) como sou sócio da Petrobras, como sou sócio do Banco do Brasil e da Vale do Rio Doce".
Para o ministro, a revista, por algum motivo, faz uma afirmação caluniosa e irresponsável a seu respeito. "As pessoas não podem ficar fazendo esse tipo de assaque seja lá com qual objetivo for. É preciso que haja responsabilidade. Os senhores sabem: o Estado de Direito é na verdade um estado de liberdade, mas é um estado de responsabilidade também", afirmou Mendes.
De acordo com a Carta Capital, o Instituto Brasiliense de Direito Público foi criado em 1998 e organiza palestras, seminários e treinamento de pessoal, além de oferecer cursos superiores de graduação e pós-graduação. Entre 2000 e 2008, o instituto teria faturado cerca de R$2,4 milhões em contratos com órgãos ligados ao governo federal, sem licitação.
(Com informações da Agência Brasil)
Postado por:J. Libanio Oliveira de Albuquerque | 08/10/2008 13:10:14
Se este fosse um país sério, este senhor não ocuparia mais um cargo da importância que ocupa. É lamentável que neste país a posse em cargos como o dele signifique um salvo-conduto para a impunidade. Mais lamentável ainda a arrogância destas pessoas ao tratarem de denúncias comos estas.





























