A Europa precisa de filhos
Redação SRZD | Internacional | 01/10/2008 14:48
Até 2030, a Europa terá perdido 20 milhões de trabalhadores. Os números assustam, mas é exatamente isso que calcula a União Européia (UE). Como solução, o bloco pretende incentivar a todo custo o aumento da taxa de natalidade no continente. De acordo com a Comissão Européia, para que mais mulheres trabalhem e tenham filhos, no entanto, é preciso melhorar suas condições de trabalho.
Nesse sentido, serão apresentadas, nesta sexta-feira (3), medidas de conciliação, entre as quais figura uma proposta para ampliar a licença-maternidade para um período de 4 meses e meio em toda a União. No Brasil, em agosto deste ano, o presidente Lula sancionou uma lei ampliando a licença de quatro para seis meses.
A lógica por trás da ação é situação de urgência demográfica em que se encontram os países europeus. Segundo a Comissão Européia, "quanto mais facilidade tiverem as mulheres para ter filhos, teremos mais nascimentos e haverá menos abandono dos postos de trabalho para elas cuidarem da prole". Conseqüentemente, as mulheres contribuirão mais para o crescimento econômico da União Européia.
As organizações empresariais, no entanto, não concordam com os argumentos da Comissão e criticam a reforma por considerar que trará muitos custos para os empresários. Hoje, está em vigor na Europa um mínimo de 3 meses e meio de licença-maternidade. A eleição para a ampliação em mais um mês se baseia em uma recomendação de 2000 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Em Bruxelas, onde fica a sede da Comissão Européia, os argumentos são de que proteger as mães em seus postos de trabalho é uma das melhores formas de evitar que elas abandonem o mercado de trabalho quando têm filhos. "Se uma mulher tem tempo suficiente para cuidar de seu bebê e conta com garantias de que se seus direitos serão representados, é muito mais provável que possam voltar ao emprego depois de dar à luz", dizem.
As autoridades se apóiam, ainda, em dados que indicam que são precisamente os países da UE que mais protegem as mães trabalhadoras que tem a taxa de natalidade mais alta, como Dinamarca, Suécia, Finlândia e Holanda.





























