| Câmara do Rio pode ter uma das piores composições da História Uma pesquisa que circula tanto na Assembléia Legislativa quanto na Câmara de Vereadores do Rio tem norteado nos últimos dias a atuação dos candidatos a vereador. Foram 7 levantamentos feitos pelo GPP, nos quais foram ouvidas 10 mil pessoas. Não há registro dela no Tribunal Regional Eleitoral, mas os deputados e vereadores têm conhecimento dela e fazem seus cálculos. A metade das pessoas ouvidas não escolheu o vereador. Um dado ruim, tendo em vista que falta menos de uma semana para as eleições. A candidata pelo DEM Rosa Fernandes foi a mais citada e surge como uma possível campeã de votos. Aliás, pelo levantamento, o partido de Cesar Maia faria 13, das 51 cadeiras disponíveis. Candidatos ouvidos pelo SRZD acreditam que este número do partido do prefeito pode estar inchado. De acordo com o levantamento, a Câmara do Rio teria a seguinte composição: O PMDB faria 4 vereadores, o PDT elegeria 2. Dois também seriam os eleitos da coligação PC do B/PSB. PMN/PTC fariam 2, PP/PSL também 2. O PPS elegeria 2, o PR teria dois representantes, a chapa PRB-PRTB faria dois. PRP/PSC elegeriam juntos 3. O PSDB faria 5, O PSDC teria um representante; a coligação PSOL, PSTU teria um representante. O PT elegeria 3 vereadores, o PT do B, 4, o PTB teria 2 e o PV conseguiria uma vaga. Há um dado que preocupa no levantamento. Mesmo presa, suspeita de envolvimento com as milícias, Carminha Jerominho deve ser uma das 20 vereadores mais bem votadas do município do Rio. Há também outros nomes envolvidos em investigações que podem conseguir uma vaga na Câmara. Jorginho da SOS, do DEM é investigado por suspeitas de ligação com o tràfico. Já Cristiano Girão, do PMN aparece entre os 40 mais bem votados. Ele é investigado por suspeita de chefiar a milícia que controla o bairro da Gardênia Azul. Luiz André Deco, do PR é o quadragésimo segundo nome mais votado. Deco é suspeito de comandar as milícias na Chacrinha e no Mato Alto. Políticos ouvidos pelo SRZD dizem que esta é a campanha mais difícil dos últimos anos. Há zonas de exclusão na cidade. Não se pode colocar cartazes, faixas ou panfletar para candidatos que não sejam os "recomendados". Há lugares na Zona Oeste em que as pessoas são coagidas a colocar cartazes em suas casas. Há ameaças explícitas para que as propagandas não sejam retiradas.
Pessimistas ou realistas, estes políticos estão constatando, nas ruas, a morte do voto de opinião. A história contada por um deles retrata bem como anda a campanha em São Sebastião: - Sempre tomo café numa padaria depois de buscar minha mulher no Trabalho. O dono sempre votou em mim. Expansivo ele disse para a mocinha que estava servindo que ela tinha que votar em mim. A resposta da atendente foi desconcertante - não voto não. Vou votar no candidato da minha área. Eu tenho uma kombi que me pega na porta de casa e me leva até o ponto de ônibus. Tenho TV a Cabo por R$13 e o local está seguro. O senhor vai me dar isso tudo? Honestamente disse que não faria nada disso e dei o assunto por encerrado - contou o político. O problema parece ser a despolitização da política. Este desinteresse pode levar a uma câmara capaz de proporcionar espetáculos muito piores do que a atual, que, num acordo informal, resolveu só fazer sessões uma vez por semana, recebendo pelos outros dias sem trabalhar. A política carioca vive seus piores dias. Pior do que não saber em quem votar, é não ter em quem votar! Os candidatos são péssimos, poucos nomes de força. Se até Stepan Nercessian, o glorioso ator da globo, foi eleito...onde será que vamos parar? |