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O glamour do cigarro: astros recebiam milhões para fumar nos filmes

Redação SRZD | Comportamento | 30/09/2008 20:30

Humpfrey Bogart, em Casablanca

 

É difícil não se lembrar de Humphrey Bogart em "Casablanca" e não visualizá-lo com seu cigarro na mão, ou então recordar de Rita Hayworth em "Gilda" sem sua piteira. Nos "Anos de Ouro", época áurea do cinema hollywoodiano, os astros recebiam quantias milionárias para fumar nos filmes. Documentos liberados pela indústria cinematográfica denunciaram os números: uma empresa  de tabaco pagou mais de US$ 3 milhões (em valores de hoje) em um ano para as estrelas.

 

Há acordos que datam do começo da era do cinema falado. O astro de "O Cantor de Jazz", Al Jolson, deu testemunhos dizendo que Lucky Strike era "o cigarro dos atores". No final dos anos 30, documentos provam que Carole Lombard, Barbara Stanwyck e Myrna Loy receberam o equivalente a quase US$ 150 mil, para promover a marca de cigarros Lucky Strike.

 

Segundo um artigo publicado na revista "Tobacco Control", pesquisadores revelaram que a propaganda do fumo feita nas décadas de 30, 40 e 50 pode ser sentida até hoje. Jovens são influenciados pelas cenas em que o cigarro é "glamourizado". A organização não-governamental (ONG) britânica ASH, contra o tabagismo, declarou que poderiam haver alertas mais claros na exibição dos filmes sobre a presença do tabaco em cena.


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