Degustação de azeites portugueses marca entrada de importadora no mercado carioca

Chico Junior | Chico Junior | 02/11/2012 16h30

Com uma degustação conduzida pelo chef  Marcelo Scofano no Enchendo Linguiça da Lapa, a  Vila de Arouca, tradicional empresa do ramo de distribuição do Rio de Janeiro, marcou sua entrada no mercado de importação de azeites, apresentando os cinco produtos extra virgens que está trazendo de Portugal.

Entre uma degustação e outra, Marcelo, proprietário da Escola Gourmet, no Grajaú, deu dicas interessantes e desmistificou alguns mitos, como a tão badalada acidez dos azeites: "A acidez é apenas um dado químico, imperceptível ao sabor; o que determina e diferencia o sabor é a qualidade da azeitona", esclareceu.

Outra questão levantada é se deve ou não usar azeite em fritura, contrariando o que normalmente dizem os nutricionistas. "Azeite pode e deve ser usado em fritura e refogados sim, sem problema, pois o principal componente, a gordura monossaturada, permanece intacto e o sabor também", disse.

Segundo ele, o bom azeite deve ser frutado, picante e amargo. E fresco, é claro. "No Brasil, onde sempre há altas temperaturas, deve-se consumir um azeite aberto em, no máximo, 20 dias." E deve ser conservado em lugar fresco e ao abrigo da luz, nunca perto do fogão. Ele também desaconselhou aromatizar azeites com muita antecedência. "Não é necessário; pode-se aromatizar com ervas e especiarias um pouco de cada vez, entre uma e três horas antes de ser degustado; o óleo pega o sabor rapidamente".

Degustação, até com sorvete!

O primeiro azeite apresentado foi o Vila Nova, um varietal composto das olivas madural (40%) cobrançosa (40% e verdeal (20%), cor esverdeada, da região de Trás-os-Montes, degustado com caldo verde. Em seguida veio o Quinta da Urze, do Douro, feito com azeitonas madurai e negrinha, bastante aromático, degustado com uma das especialidade do Enchendo Linguiça, o bolinho de bacalhão (bacalhau com camarão).

O sabor mediamente picante do premiadíssimo Quinta do Vale do Conde, de Trás-os-Montes - considerado o top de linha da importadora e feito com as azeitonas verdeal (20%), madurai (4º%) e cobrançosa (40%) -, combinou bem com o carpaccio de linguiça apresentado em seguida. Linguiça que, diga-se de passagem, é feita no próprio restaurante.

De sabor frutado intenso e coloração amarelo dourado, o também premiado Dom Borba (galega, 90%; cobrançosa, 8%; pictual, 2%), do Alentejo, aromatizado com tomilho, foi a companhia da especial picanha de porco. Bela combinação.

Mas a grande surpresa da noite foi reservada para a sobremesa, quando Marcelo sugeriu que se regasse com o Casa de Santa Vitória (foto ao lado), do Alentejo, o sorvete de baunilha que acompanhava a rabanada. A combinação do aromático azeite de cor esverdeada com o sorvete provocou uma interessante combinação de sabores e agradou em cheio

Vinhos

A Vila de Arouca também entra no mercado carioca com vinhos das mais diversas regiões de Portugal. O portfólio conta com rótulos de vinícolas reconhecidas e premiadas mundialmente como a Taylor’s vinhos do Porto e CARM, da região do Douro; Luis Duarte e Casa de Santa Vitória (vinícola do grupo Vila Galé), do Alentejo; Dão Sul, da região de Beiras; Quintas de Melgaço e Casa do Valle, da região de Vinhos Verdes e Pedra Cancela, famosa vinícola da região do Dão.

Mais informações em: www.viladearouca.com.br/importados.

Comentários (1)

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reinaldo brisighelli filho

23/01/2013 00:23:32

boa noite, gostaria de saber, que vende o azeite portugues, tras-os-montes, aqui no Brasil, para adquirir algumas garrafas,