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Blog Diego do Carmo. As histórias da Copa contadas por quem viveu todas as edições.

Equipe Copa Campus | Copa Campus | 24/09/2008 22:27

Na trave

Depois do sucesso da primeira edição da Copa, era óbvio que Eu, Rafael Barros, Valter França e Thiago Tibúrcio iríamos partir para mais uma "aventura". A estréia tinha sido muito positiva e os próprios alunos nos cobravam isso. Apesar dos vários percalços e de toda a dificuldade que um projeto nascido do nada tinha, conseguimos dar o primeiro passo na longa caminhada de fazer daquele simples torneio, um campeonato grande e organizado. Fizemos, então, uma reunião para traçar as metas da 2ª Copa Campus (agora ela já tinha o nome que a tornaria famosa).

Decidimos aumentar de 12 para 16 o número de times, convidando quatro equipes saídas de cursos sediados na Ilha do Fundão. Foi nessa leva que Geomata e Concreto Protendido começaram a escrever suas bonitas histórias no torneio. Pois bem, partimos para a fase pré-copa: abrimos inscrições, definimos a tabela e o novo sistema de disputa (eliminatória-dupla). Tudo indo perfeito. Até que, dias antes da partida de abertura, surgiu uma novidade: as balizas do campo que utilizaríamos para os jogos foram simplesmente arrancadas. Isso mesmo que você leu: arrancadas! O termo está até exagerado, pela raiva que o fato me causa até hoje; mas o certo é que cerraram as traves visando a realização do Arraiá da UFRJ (que hoje está meio que consolidado, mas que, naquela época, iria ter sua primeira edição) que seria no mesmo local. Tudo bem. Aí o amigo leitor pode me questionar: "Ué, mas você não tinha visto que teria essa festa antes". Fácil responder: vi, e por isso, fiz a tabela com a pausa para o período da festa, que duraria duas semanas. Mas ninguém me avisou que as traves não tinham sido convidadas... Foi um grande problema. A nossa sorte é que o Rafael Barros sempre foi muito inteligente e criativo nessas ocasiões e acabamos comprando do próprio bolso as balizas e o serviço de instalação das mesmas no campo. Foi cômico o dia que isso aconteceu. Fomos numa loja ali em Botafogo, na rua da Passagem e mandamos fazer os moldes. Voltamos dois dias depois para buscar, isso na véspera da abertura da Copa. Amigos, para levar aqueles dois trombolhos até a Praia Vermelha foi uma luta. Pegamos um frete, uma Kombi toda velha e ferrada onde as traves não cabiam direito. Elas quase bateram nos carros, derrubaram uma placa de sinalização e por pouco não nos fizeram levar uma "dura" da polícia. Fora o pessoal que a instalou no campo, além de enrolados, estavam bêbados. Mas deu tudo certo e o torneio pôde ser realizado. Enfim, coisas de início da Copa Campus...

Até hoje elas estão lá e fazem a alegria dos peladeiros de plantão.

 

 

A Copa de Christine

É com muito orgulho que inicio esse bate-papo virtual com vocês, amantes e amigos da Copa Campus UFRJ, no novo site da competição, aqui no SRZD. Neste espaço vamos falar sobre as antigas histórias da Copa e pra mim, que vi todas as edições de perto, será um grande prazer poder trazer a todos um pouco dessa história de muito sucesso. Aproveitando esse nosso gancho da Copa Feminina, vou contar uma história que aconteceu na 1ª edição do torneio, no já longínquo ano de 2004.


Entre os doze times que disputaram a primeira Copa Campus (que ainda se chamava Campeonato Intercursos da UFRJ) tinha um do curso de Direção Teatral chamado Processo Colaborativo. Além de chamar atenção pelo uniforme, onde símbolos matemáticos substituíam números, atraiam olhares curiosos por terem duas mulheres fazendo a dupla de ataque. Isso mesmo. Engana-se quem pensa que mulher jogando a Copa Campus é coisa recente. E elas jogavam com os homens de igual para igual e ainda digo mais: eram as destaques do time. Uma não lembro o nome, mas a Christine se jogasse a Copa Feminina hoje seria candidata a craque: além de chamar atenção pela beleza, conseguia fazer a marmanjada babar com seus dribles e sua disposição em campo.

O Tramóia, esse mesmo que joga a Copa até hoje, venceu o Processo Colaborativo por 7x1. O gol que sofreu nasceu de uma falta sofrida por Christine. É claro que seria exagero dizer que ela fez frente à equipe, em sua maioria formada por jogadores de porte físico e de muita raça, mas a então futura atriz encarou de frente os gigantes adversários até sair de campo machucada, mas de cabeça em pé.

Mas isso nem chegou perto do que ela fez duas semanas antes, na partida contra o já extinto Estrela Vermelha, seu vizinho de ECO. Além de marcar dois gols, Christine foi eleita a craque da partida, guardando esse feito pra sempre como único, já que hoje as mulheres têm sua própria Copa e não teremos mais nenhum caso desses. Isso, aliás, é sempre motivo de muita polêmica, já que a regra oficial do futebol não é bem clara e incisiva quanto ao aproveitamento de mulheres nas competições masculinas. Apesar da derrota por 6x3, a craque do Processo Colaborativo fazia história na Copa Campus, mesmo que por linhas tortas e curiosas.

 

 


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Postado por:Renato Senna | 15/10/2008 01:34:50

Caraca Diego!!! Não sabia dessa história. Tenho que te agradecer pelas peladas de sexta-feira então.

Postado por:Wilson | 25/09/2008 00:30:04

Essa tu tirou do arco da velha... do tempo de dondon... hehehehe mas ela jogava bem mesmo e era a maior gata...

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