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Vento, chuva e ruas vazias: brasileiro relata passagem de tempestade Sandy em Nova York

Felippe Franco | Internacional | 30/10/2012 10h59

A tempestade Sandy, que assusta os Estados Unidos desde esta segunda-feira, mudou a rotina dos moradores de diversas regiões atingidas. Escolas e lojas foram fechadas, o transporte público foi interrompido e milhões de pessoas estão sem luz na Costa Leste.

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O SRZD conversou com um brasileiro que está em Nova York, uma das áreas mais atingidas pelo desastre climático. O programador paulista José Souza, que mora há um ano em Manhattan, contou que não trabalha desde o início da semana. "A empresa suspendeu o expediente na segunda e na terça", disse. "As autoridades nos pediram que estocássemos comida e água e que ficássemos em casa", continuou.

"Está chovendo desde a manhã, parou um pouco a tarde e voltou a noite, mas não é chuva torrencial, é fraca. Algumas rajadas de vento, às vezes, são ouvidas no 17º andar, onde eu moro", relatou.

O clima está prejudicando o cotidiano da cidade, mas os moradores de Nova York parecem não temer a força de Sandy. "Algumas áreas alagaram, várias árvores tiveram galhos derrubados e algumas ruas estão escuras, mas não há confusão ou pânico", contou José. "A população está tranquila", disse.

Em determinadas regiões, o brasileiro conta que parte do comércio, lentamente, já começa a reabrir. "Algumas lojas de conveniência abriram, mas a maior parte está fechada, academia de ginástica, teatros, etc", relatou.

Mesmo assustado, o paulista se disse desapontado com a intensidade que a tempestade chegou na cidade. "Nunca passei por nada parecido, achei divertida a adrenalina, mas fiquei decepcionado com a fraqueza do fenômeno aqui", brincou, explicando que a situação na cidade vizinha, Nova Jersey, oferece mais riscos.

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