No dia 28 de outubro, os eleitores paulistanos terão que escolher entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno da prefeitura de São Paulo. Na última pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na sexta-feira, o petista aparece com 49% das intenções de voto contra 32% do candidato tucano.
Em conversa com o SRZD, o professor de Ciência Política da Uerj e UniRio, João Feres, afirma que essa diferença de 17% entre os candidatos é resultado da campanha política de cada um deles. "Este mérito é da campanha do Haddad. Eles conseguiram desconstruir o Russomanno no 1º turno e toda campanha está sendo bem feita", explicou.
O candidato Celso Russomanno (PRB), que ficou em terceiro lugar nas eleições com 21,53% dos votos, chegou a ficar na primeira posição por algum tempo nas pesquisas de intenções de voto. Para o cientista político, Russomanno não tem grande importância para o segundo turno. "Ele não tem uma grande história política e não é um político carismático. Mesmo que ele resolva apoiar alguém agora, para mim, ele não transfere voto".
Nesses últimos dias de campanha, os candidatos estão tentando conquistar o eleitorado evangélico. Caracteristicamente, esse eleitor vota em bloco. Porém, João Feres afirma que em São Paulo isso não vai acontecer. "Não acho que eles votam em bloco. Aconteceria se houvesse uma questão moral, mas não é o caso".
Ainda sobre os evangélicos, o professor afirma que Haddad se saiu melhor. "O Serra tentou e não conseguiu. Pelo contrário, acabou perdendo apoio dentro do próprio PSDB. O Haddad está se saindo muito melhor, as pesquisas mostram isso. Para mim essa eleição está decidida. Só muda se houver algo muito escandaloso", afirmou João Feres.
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