Está acontecendo um fenômeno interessante, pode-se dizer até intrigante. Apesar da popularidade dos ministros do Supremo e da repercussão na mídia do julgamento de políticos no STF, o eleitor deste segundo turno, por sua vez, não vê vantagem nos candidatos que o utilizam contra petistas.
José Serra terminou o primeiro turno batendo na tecla do "mensalão e dos mensaleiros" e continuou nesta segunda fase na mesma batida e só vê decrescer seu patrimônio eleitoral.
O candidato do PDT à prefeitura de Niterói, Felipe Peixoto, utiliza-se do mesmo expediente, só que citando nominalmente José Dirceu e o seu infortúnio nas mãos de Joaquim Barbosa. Resultado: as pesquisas apontam o crescimento do seu oponente Rodrigo Neves. E se continuar assim, Peixoto amargará derrota.
No terreno oposto, Hadadd e Neves costuram sólidas alianças para governar. O petista de Niterói está conseguindo o que poderia parecer impossível, colocou em seu palanque Marcelo Crivella, Lindbergh Farias, Benedita da Silva, Carlos Minc e Aspásia Camargo. Haja interesses conflitantes sobre um só teto. Mas aí é outra história.