Esperança para os portadores de ACL
Redação SRZD | Ciência | 24/09/2008 10:12
Cientistas americanos disseram ter sido bem-sucedidos em uma terapia genética com o objetivo de reverter diversos distúrbios de visão.
Os médicos injetaram nos olhos de três pacientes um material que continha um gene corretivo com amaurose congênita de leber (ACL). O jornal Procedimentos da Academia Nacional de Ciência reportou que todos eles mostraram sinais bastante encorajadores de melhora na visão. Pesquisadores britânicos realizaram o mesmo teste.
Eles acreditam que o método pode estar pronto para uso em dois anos, para tratar pessoas que sofrem de doenças da retina. Terapia genética funciona a partir de um princípio simples - a substituição do gene que não está funcionando direito.
Na prática, todavia, ficou comprovada a enorme dificuldade em encontrar maneiras para introduzir cópias de novos genes nos tecidos corretos, e experimentos com animais apresentaram diferentes resultados. No olho, todavia, a terapia genética se mostrou mais promissora.
A ACL afeta, aproximadamente, 80 mil pessoas no mundo, e provoca, progressivamente, uma perda da visão. Muitas vezes, ela começa nos primeiros anos de vida. A doença é responsável por um em dez distúrbios de visão nas crianças.
O problema está no gene RPE65, e a terapia genética insere cópias dos genes atrás do olho. Os pesquisadores, da Universidade da Pensilvânia, sugeriram que a função dos "cones" da retina, que são usados para identificar as cores, pode ser melhorada em 50%.



























