A indústria brasileira sofre com a desaceleração econômica global desde o fim do ano passado. Durante os últimos meses, os empresários pensaram em demitir, mas preferiram esperar oportunidade melhor.
O custo de demitir um trabalhador é proibitivo aos olhos do gestor. O Governo Dilma lançou um pacote para tentar amenizar os impactos da redução das vendas. Há meses a tentativa de aumentar o consumo está na agenda da equipe econômica.
Numa nota distribuída hoje, os capitães da Fiesp sinalizam que os efeitos benéficos do pacote só aparecerão no futuro e que vão demitir, sim. O diretor da Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp e o Ciesp, Paulo Francini, disse que espera um cenário mais otimista só no ano que vem.
O diretor estimou que até o final deste ano a indústria paulista terá demitido entre 75 mil e 80 mil empregados, o equivalente a uma queda de 3%. Segundo levantamento das entidades, a variação do emprego ficou negativa em 0,28% no mês passado em relação a agosto, na leitura com ajuste sazonal.
"Nota-se uma melhoria, porém, de intensidade menor do que gostaríamos", afirmou Francini. Ele ponderou, no entanto, que a tendência para o próximo ano é de uma recuperação mais forte na geração de emprego.
"Devemos assistir certa estabilização e um pequeno aumento do nível de emprego no ano que vem. Eu diria que o pior já passou; o que é uma mensagem otimista. O futuro há de ser melhor", afirmou o diretor.