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Adversidades são as armas do Independente no grupo X

Stéfano Salles | Independente | 22/09/2008 19:47

Thiago Ferreira - Arquibancada ameaça desabar sobre os torcedores no Expedicionário

Quando o técnico Jeová Ferreira assumiu o comando do Independente de Macaé, na quinta rodada da Segundona, o cenário era desolador. Com derrotas em todas as quatro partidas disputadas até então, a equipe ocupava a última posição da chave, sem sequer ter marcado gol. O treinador realizou inúmeras mudanças, a começar por decretar o fim dos treinos noturnos. Os nove jogadores que trabalhavam durante o dia foram afastados e a diretoria foi atrás de reforços.

Os resultados, modestos, começaram a aparecer. Os gols saíram, mas nada de vitória. Ao todo, os três pontos não foram suficientes para evitar a última posição do grupo A, que levou a equipe para a temida repescagem do rebaixamento, o grupo X. "Fiz mudanças depois de assumir o cargo, mas as nossas dificuldades são muitas. O clube chegou a pensar em pedir licença antes do início da competição, e talvez fosse mesmo o melhor a ser feito", aceita resignado o treinador, que começou a temporada como coordenador técnico.

 

Os desafios para evitar o rebaixamento, em uma chave dividida com Ceres, Serrano e Villa Rio, na qual os dois últimos caem para a Terceira Divisão, são grandes. Ferreira dispõe de um grupo enxuto, de 19 jogadores. O número é tão pequeno que sequer permite fazer treinos coletivos, o tradicional confronto de onze titulares contra onze reservas. Sem recursos, o clube viaja nos dias das partidas e almoça na estrada, enquanto os adversários fazem o percurso na véspera e se hospedam em pousadas para se recuperar do desgaste do deslocamento, além de manter um rigoroso controle alimentar.

 

Apesar de todos os percalços, Ferreira mantém um discursos otimista e, na falta de circunstância melhor, procura motivar os atletas com as adversidades. "Falo para eles que as dificuldades estão aí o tempo todo, não temos que olhar para elas porque elas já se fazem notar. Temos que vencê-las e, para isto, estamos trabalhando muito", explica.

 

O empate em 2 a 2 com o Serrano, na primeira rodada, não foi um bom resultado, mas agradou ao treinador. "Nosso time não vinha mostrando tranqüilidade para fazer gols e, nesse sábado, fez dois. Precisamos vencer o Ceres quarta-feira , já que a partida será em casa. Até porque a tabela prevê três jogos seguidos fora de Macaé", analisa.

 

Contudo, os jogos na cidade não são sinônimo de casa cheia. É exatamente o contrário: as arquibancadas do Expedicionário tem que ficar vazias, uma vez que não há laudo liberatório que permita a presença de público. Desta forma, todos os jogos do Tricolor Macaense em seus domínios são disputados com os portões fechados. A última partida do Independente será em casa, dia 8 (quarta-feira), contra o Villa Rio. O time de Jeová Ferreira pode se livrar do rebaixamento sem ter na arquibancada quem o aplauda.

 


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Postado por:Leonardo Barbalho | 22/09/2008 20:27:08

Sem desmerecer a instituição Independente, olha as condições do estádio?? É capaz do Ceres perder msm, se a arquibancada é assim , imagina o campo. Cruzes.

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