A semana é das crianças, mas no SRZD os pais também ganham presente. O site sorteia um exemplar do livro "Fernando Pessoa Antologia Poética", de Cleonice Berardinelli.
Referência nos estudos de Fernando Pessoa no Brasil, no livro, Cleonice se lança ao desafio de passar a limpo sua relação de mais de 60 anos com o poeta português revelando uma intimidade fascinante com o universo do autor.
Para concorrer ao livro basta responder a pergunta: Qual seu poema de Fernando Pessoa é o seu favorito e porquê? O autor da resposta mais criativa leva o livro para casa.
A promoção é válida até o dia 22 de outubro e apenas para leitores residentes no Rio de Janeiro. O brinde deverá ser retirado na redação do SRZD, que fica na Gávea, Zona Sul do Rio, após recebimento de e-mail por parte do site.
Mar Portugues, porque os versos "Tudo vale a pena Se a alma nao e peuena" diz tudo sobre a grandeza do poeta Fernando Pessoa.
Autopsicografia porque, além de ser um dos seus mais populares poemas, fala muito do trabalho dele, Fernando Pessoa, e das suas dores pessoais tão bem fingidas e transformadas em literatura, poesias e etc., fazendo uma comparação com a relação do leitor do trabalho, que ao ler esse material, se identica apenas com as suas próprias dores, esquecendo-se das do autor que deu origem a tudo aquilo.
"Quem me Dera" "Ser Grande" o suficiente para enviar essa "Mensagem" "A Fernando Pessoa" como um "Poema em linha reta", já que "Não me Importo com as Rimas", ou como "Cartas de amor" para dizer que se "Há Poetas que são Artistas" esse é seu caso meu amado e incomparável "Mestre", por isso escolho sua presença entre nós como a sua maior poesia.
Embora Autopsicografia seja seu poema mais famoso, mas gosto daquele que fala de sonhos, pois na minha opinião o homem morre se não tiver um sonho pra sonhar. "Dever de Sonhar" Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso. E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Todo mundo procura a felicidade, por isso adoro "Poesia da Felicidade" que nos dá uma fórmula de conseguir ou pelo menos buscar a tal da felicidade. Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!
O Wagner Luiz Leroux Maia não vale copiar do google metodista.br/ppc/correlatio/corr elatio08/o-divino-e-o-demonico-em-201co- guardador-de-rebanhos201d-de-alberto-cae iro/
"Mar Português", traz a lembrança de minha mãe portuguesa que chorava de saudade de Portugal e de seu mar que tanto a encantava, mas que fazia questão de ressaltar que sua vinda ao Brasil valera a pena, aliás como diz o poeta "tudo vale a pena se a alma não é pequena". O poema é lindo e fala por si: Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.
Se algum "Normal" mortal tiver a ousadia e conseguir definir como favorito um poema, qualquer que seja ele, de Fernando Pessoa, junte-se à Ele no Olimpo, que é lugar para Deuses. Da minha parte, escolhi um, não como favorito, mas, que me remete ao Universo Polimorfismítico desse Gênio e Semi-Deus literário. "AUTOPSICOGRAFIA" O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas da roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama o coração. Falar de Amores, sofrimentos, encontros e desencontros. Enfim elaborar, degustar e fazer degustar preciosas obras com tamanha riqueza de detalhes, somente este genial "Chef" gastronômico-literário "Fernando Pessoa". Sebastião
Escolher um poema do Fernando Pessoa é como escolher o gola mais bonito do Pelé, a música mais bonita do Chico Buarque, o quadro mais belo de Renoir ou o melhor filme de Chaplin. Uni Duni Tê ... fico com: 'O mais é nada', aquele que diz assim: "Se perder um amor... não se perca! Se o achar... segure-o! Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais... é nada."
"Tabacaria" diz tudo sobre Pessoa...é quase coloquial,é uma conversa com o interlocutor(nós),é uma semi-confissão,é uma delícia!
"A Mensagem" é um livro de poemas em lingua portuguesa, que retrata grandes personagens históricos de Portugal, bem como manifesta os ideiais para o país do poeta e a forte presença de uma atitude sebastianista e patriótica.
O meu preferido é "O guardador de rebanhos, de Alberto Caeiro". Porque o poema guarda pensamentos que são sensações. O símbolo do rebanho é a representação do limite da existência humana, onde reside a liberdade. O que possui rastros do religioso torna-se demônico. O símbolo rompe a angústia da separação e busca na dimensão do divino, o divino que se rompera. O discurso demônico se eleva e “liberta” o divino. Caeiro é o poeta da Natureza que está de acordo com ela e a vê na sua constante renovação. E porque só existe a realidade, o tempo é a ausência de tempo, sem passado, presente ou futuro, pois todos os instantes são a unidade do tempo.
AUTOPSICOGRAFIA, nossa esse é demais. Não precisa ser poeta pra ser um fingidor, é o que mais existe, devemos acreditar nas pessoas mesmo que a dor seja um fingimento.
O meu favorito é "Poema em Linha Reta", pois evidencia o que há de mais ridículo no ser humano: menospreza-se a dor, os problemas e cria-se super herois. Figuras tão altivas e admiráveis que sequer existem e podem ser alcançadas.
Nu, porque ante certos olhares o melhor que se faz é ser calar e procurar ser um pouco mais poeta.