Olá, torcida alvinegra!
O time fez excelente primeiro tempo na derrota por 2 a 0 para o Santos ontem à noite. Teve pelo menos quatro chances claras de gol, três com Elkeson - duas bolas na trave - e uma com Seedorf. Ainda teve outra bola na trave, após o zagueiro santista Durval chutar contra o próprio gol, obrigando Rafael a fazer defesa milagrosa. Ele espalmou e a bola bateu no poste.
Não gosto do estilo de Muricy Ramalho, mas ele é inegalvelmente um conhecedor do futebol. Ainda no primeiro tempo, sacou Bernardo e colocou mais um volante, Henrique. E assim equilibrou um time que vinha sendo amplamente dominado.
Os velhos problemas do Botafogo apareceram já na etapa inicial. O primeiro: Elkeson é lutador, corre, se esforça, mas não é atacante nato, como o treinador tenta fazer a torcida acreditar.
O segundo grande problema aparece sempre na etapa final. Fellype Gabriel tem gás para uns 40 minutos, no máximo; Andrezinho, para uns 45. Como o outro articulador do meio é Seedorf, que apesar de genial tem 36 anos, a gente sempre sofre no tempo complementar. Todo mundo sabe, todo mundo vê, inclusive o treinador. Não dá para Gabriel e Jadson fazerem tudo por 90 minutos. Eles fazem muito, mas não dá para jogar por quatro.
E ontem tivemos um terceiro problema grave, um banco de reservas que tinha Lennon, Amaral, Vitor Júnior e Rafael Marques. Os garotos da base, que vinham entrando com frequência quando alguns jogadores se machucaram, ontem jogaram e perderam por 1 a 0 para o Sport, em Pernambuco, pela Copa do Brasil sub-20. Não entendo essa opção do treinador.
Com essa pobreza técnica no banco, ele demorou a mudar como sempre, o fez quando o Santos já vencia por 2 a 0 e perdera outras chances, e ainda fez o óbvio absoluto ao tirar Elkeson e Fellype e colocar Rafael Marques e Vitor Júnior, respectivamente. Para trocar seis por meia dúzia não é preciso ser treinador, qualquer um faz. Por que não tirou Fellype e colocou Rafael alterando a forma de jogar do time? Será que são treinadas variações táticas? Pela disposição do treinador, creio que não.
O lance do primeiro gol santista foi um exemplo claro de time mal treinado. Lucas imóvel no primeiro pau não marca ninguém e ainda dá condições de jogo a André. O atacante era marcado por Andrezinho, que não o acompanha após o primeiro toque de cabeça. A jogada aconteceria novamente mais para a frente, mas Renan evitou o terceiro gol.
O treinador deve estar pensando ainda como resolver o buraco que ficou no segundo tempo nas costas de Marcio Azevedo, nulo no ataque e fraco na defesa. Foi por ali que o Santos criou todas as jogadas de perigo. Dória ficou sobrecarregado e não conseguiu dar conta do recado sozinho. Fábio Ferreira se machucou e pareceu ter jogado no sacrifício, já que não havia zagueiro reserva no banco. Antônio Carlos e Brinner estão machucados e Vinícius atuou pelo sub-20.
O sinal vermelho voltou a acender. Estamos há três rodadas com 40 pontos. Não fizemos gol em nenhum desses jogos. Ainda são confortáveis 13 pontos para a zona do rebaixamento, mas há seis rodadas estávamos em quinto lugar, hoje estamos em oitavo e podemos terminar o final de semana em 11º, a apenas cinco pontos da degola. Nossa sequência é difícil: Grêmio, no Olímpico, depois Vasco e Figueirense, em Floripa.
E aí, presidente. Vai acordar quando?
Marcos Moura
12/10/2012 14:51:20
Olá, Marcos. Se ele tem a intenção de fazer tudo isso mesmo, deveria fazer imediatamente. Começaríamos a planejar o ano antes de todos e teríamos um 2013 melhor. Mas com essa velocidade....Sei não. Grande abraço!
Marcos Ferreira
11/10/2012 19:37:10
Ainda bem que o Assunção anunciou a demissão de Ânderson Barros ao fim do ano e que não renovará contrato com Osvaldo de Oliveira. Vários jogadores serão dispensados, inclusive o Rafael Marques, e outros, negociados. Agora, é só empurrar com a barriga até o fim da temporada.





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