
O jornalista Bruno Chateaubriand foi vítima de agressão verbal homofóbica, na madrugada de sábado, quando estava numa lanchonete de Ipanema, Zona Sul do Rio.
Chateaubriand disse também que sofreu ameaça de agressão física. "Sentei na lanchonete por volta das 4h, fiz meu pedido e, cinco minutos depois, quatro rapazes começaram a me insultar: ‘Chateaubriand viado. Viado tem que morrer! Quando sair vai apanhar muito’. Só pensava em preservar a minha integridade física. Tive medo até de levar uma garrafada ou uma cadeirada", contou o jornalista ao SRZD.
Bruno disse ainda que os funcionários da lanchonete ouviram as agressões, mas não fizeram nada.
"Eles poderiam ter ido falar comigo, perguntar se eu gostaria de mudar de mesa, mas não fizeram nada", contou.
Chateaubriand estava acompanhado de seu companheiro, André Ramos, com quem vive há 13 anos, e mais seis amigos. "Logo após os insultos, um amigo parou o carro na porta da lanchonete e liguei para o gerente do local, que se desculpou. Não vi seguranças no local. Infelizmente, ainda existe homofobia", disse Chateaubriand.
O jornalista declarou que foi muito questionado por não ter chamado a polícia, mas explicou que como o caso ocorreu na madrugada do último sábado, a prisão ou detenção de eleitores no Brasil estava proibida, ordem que permanece até esta terça-feira.
Mas afirmou que já procurou a Coordenadoria da Diversidade e espera que o estabelecimento seja autuado e que os funcionários recebam treinamento para lidar com essa situação.
"Os rapazes agrediram todos os homossexuais e as pessoas que estavam presentes na lanchonete. A homofobia continua muito presente. Mas estou bem agora, recebi muito apoio e carinho dos meus amigos, isso não tem preço", declarou Chateaubriand.
*Atualizada às 15h22
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