| A Lesga e seus regulamentos Colunista escreve o fim da obrigatoriedade da ala de crianças no Grupo de Acesso A e outras questões para 2009. Conforme prometi vou dar continuidade na análise das alterações promovidas pelas LESGA para o próximo carnaval. Antes gostaria de responder a um comentário sobre a minha matéria anterior. Mesmo discordando de alguns pontos do novo regulamento da LESGA, continuo bastante entusiasmado com a sua criação. Para mim, o salto de qualidade que esse grupo estará dando é inegável. A festa de apresentação dos enredos, na última segunda-feira, na impecável quadra de ensaios da Estácio de Sá, já é uma mostra de que a LESGA não nasceu pra brincadeira e nem da vaidade de alguns presidentes. Ela não é, simplesmente, uma dissidência política da AESCRJ e sim um grupo que se formou pela necessidade de valorização e plena autonomia do Grupo de Acesso A. Até agora, sou fã incondicional da Liga das Escolas do Grupo de Acesso, mas me permitam criticá-la, se críticas, dentro do meu modo de ver as coisas, ela fizer por merecer. Voltams para análise: Não é obrigatória a presença da Ala das Crianças no desfile - É verdade que toda obrigatoriedade tem o seu lado irracional, mas me preocupo muito em não ver as crianças nos desfiles do grupo A. Confesso que no Grupo Especial não me incomodaria muito em não ver as crianças, já que as escolas mirins preenchem, de uma certa maneira, essa ausência, pois quase todas, ou todas elas têm sua representação nas escolas infantis. Já no grupo A essa representatividade quase não existe. E essa falta de continuidade pode não ser muito interessante para as escolas. Imaginemos um grande clube carioca de futebol terminando com suas equipes de base. Isso não seria muito interessante, pois em breve, a renovação se faria necessária. O mesmo vejo para as escolas de samba. É fundamental que nossas crianças tenham amor pelo samba e pelo desfile de escolas de samba. E o momento maior para isso é o desfile na passarela do samba. Só fantasiada e cantando samba-enredo a criança se contagia, como nós, por esse mundo mágico dos desfiles de escolas de samba. O funk está esperando de braços abertos... Torço para que os presidentes das escolas da LESGA não se deixem levar por essa não obrigatoriedade e continuem levando a alegria da criançada para a Marquês de Sapucaí. A renovação e a continuidade de uma escola de samba começa com a gurizada. A escola de samba que descer do Grupo Especial irá para sorteio da ordem de desfile. A escola que subir do Grupo B irá abrir o desfile e a vice-campeã do Grupo A poderá escolher o seu horário de apresentação - Ainda não consigo entender o motivo da São Clemente abrir os desfiles de sábado. Toda a escola que vem do Especial vem com uma bagagem e uma estrutura invejável, não apenas material e ou financeira, mas de contingente humano. Alguém ousaria não colocar a escola da Zona Sul como uma das favoritas para subir para o Especial? E por quê ela tem de abrir os desfiles? A escola que vem do B abre os desfiles - É correto. Aprendemos assim e por tradição já aceitamos isso com naturalidade. A Vice-campeã escolhe sua posição em desfile - É coerente, se a campeã foi pro Especial, a vice-campeã é a melhor colocada do grupo e merece escolher sua posição. E mudando de assunto: Fiquei triste quando li a notícia da saída do Fábio de Mello da Mocidade. Fiquei muito feliz quando o presidente Paulo Vianna e seu diretor de carnaval e meu amigo pessoal José Luiz Azevedo voltaram atrás e reconduziram esse grande profissional ao seu posto. O Fábio de Mello foi o mentor dos shows das comissões de frente e seria muito ruim não termos seu talento na Sapucaí. Parabéns para Mocidade por ter humildade e reconhecer um erro, afinal, um Fábio de Mello não se encontra em cada esquina. Que voltem os comentários, Um abraço e desculpem o versinho.. Pelo menos rimou |
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