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07/10/2012 13h41

Morte no São Bento é caso de polícia
Sidney Rezende

A morte do menino J.P., de apenas 12 anos, nas instalações do Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, é mais do que nunca caso de polícia. Até porque não é a primeira vez que ocorrem crimes dentro desta instituição de ensino. Caberá ao delegado José Afonso Mota dar uma satisfação convincente do que realmente aconteceu. J.P. se jogou ou foi jogado? Se foi suicídio, quais as motivações? O menino foi vítima de perseguição? Se foi, de quem? Podemos garantir que há muitas forças interessadas em abafar a investigação. A credibilidade da Polícia Civil está em jogo.

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Comentários
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    09/10/2012 20:36:47ilzaAnônimo

    o que este menino, provavelmente timido, educado, deve ter sofrido de bullying, ate este ponto é inimavinavel meus sentimentos 'a familia por vergonha de passar por covarde, nem sempre em casa ele deve ter tido a maneira de se abrir senti muito, muito esta morte e bullying tem que ser crime - 2 de meus filhos estudaram no sao bento, mas um nao sr adaptou, e saiu com a idade deste menino força para esta familia para suportar esta dor

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    08/10/2012 19:51:44FafáAnônimo

    Acho que a policia tem que pensar em todas as hipóteses, parece que não é a primeira vez que uma criança (principalmente as pequenas) correm risco de cair das escadas. E como pode, um colégio como este (não deve ser nada acessível o valor da mensalidade), não ter câmeras de segurança, grades ou até mesmo rede de proteção? As câmeras iam ajudar muito a elucidar esse mistério. Espero que os pais dele sejam confortados por Deus e que a verdade prevaleça.

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    08/10/2012 16:14:49Katia MatiasAnônimo

    O que mais me espanta é: como um menino de 12 anos chega a esse extremo e ninguem nota ? Familia ? Amigos ? Escola ? um colegio tao tradicional com cuidados em matematica, portugues e no emocional ? nada ?!?!?!? Nao entendo. Alguem tem que ter visto que esse menino não estava bem. E a escola faz parte desse "alguem". Lamento muito o que aconteceu.

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    08/10/2012 12:46:28JORGE BÉJAAnônimo

    Sérgio Rezende se notabilizou por ser um jornalista completo: sereno, culto, se comunica com o ouvinte com objetividade e clareza, sabe entrevistar e o que é notícia. Tanto na CBN como na televisão, tudo em Sérgio é exemplo de jornalismo sério e competente. Mas desta vez Sérgio Rezende está sendo duro com a tragédia no Colégio São Bento, onde estudei no início da década de 60, interno e semi-interno. A expressão "é mais do que nunca caso de políicia" externa falta de serenidade. É claro que a Polícia está investigando. "Caberá ao delegado José Afonso Mota dar uma satisfação convincente do que realmente aconteceu" é desafiadora contra a autoridade policial, sobre a qual não pesa a menor suspeita de acobertamento. Também dizer que existe "forças interessadas em abafar a investigação", "que a credibilidade da Polícia Civil está em jogo", "que não é a primeira vez que ocorrem crimes dentro desta instiituição de ensino", são afirmações graciosas e desacompanhadas de provas. Não fale assim, Sidney Rezende. Não é do seu feitio, da sua altivez, da sua serenidade. O meu ex-colégio foi fundado no início do Século XIX. Em todos os certames nacionais, promovidos pelo governo federal, ocupa sempre o 1º lugar. O lema é "Ora Et Labora" (Orar e trabalhar). É evidente que todas as indagações do competente Sérgio Rezende já estão sendo objeto de investigação. A morte do jovem aluno não foi natural. E não tendo sido, a responsabilidade civil é toda do educandário, a quem cabia zelar, de todas as formas e todos os meios, pela integridade física e moral do aluno. Se as leis e a Justiça reconhecem o dever de pagar indenização a familiares de detentos mortos em penitenciárias (e neste particular, como advogado especialista em responsabilidade civil, fui eu pioneiro em tais ações no Brasil, tendo vencido 31 delas e perdido 2), seria incoerente não responsabilizar o educandário pela morte, não natural do aluno, inocente e

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    07/10/2012 22:42:16Pedro PiresAnônimo

    Leia isso aqui: tribuneiros.com/2010/07/30/colegio-de-sa o-bento/ Seguia de manhã para aquela escola com duas convicções: a de que seria infeliz, maltratado, provocado, testado sem fim, incompreendido sem fim, e de que presenciaria, pela hora do recreio, uma briga, a que todos assistiriam extasiados, como se numa arena de gladiadores, todos gritando palavras de ordem, de ódio, de afirmação masculina, motes de violência, recebendo a ocorrência do confronto como o evento social possível e bem-vindo aos que vão enjaulados na Febem, reprimidos por uma incubada pederastia, que explodia em raiva e valentias e desafios e golpes e socos diários, com crianças por fim agarradas no chão, apertando-se os corpos, tateando-se umas às outras – e sortudo me sentiria se a briga não fosse comigo. (Em todo caso, andava com um canivete escondido)…

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