Caso São Bento: 'clubinho' do bullying pode ter motivado queda de aluno
Gustavo Ribeiro* | Rio+ | 04/10/2012 18h47
O anúncio de que o delegado titular da 1ª DP (Praça Mauá), José Afonso Mota, descartou a hipótese de o menor J.P., de 12 anos, ter sido vítima de bullying no Colégio São Bento foi contestado pela mãe de um ex-aluno que cedeu ao SRZD, na quarta-feira, uma imagem exclusiva do hall de elevadores do quinto andar, o local exato de onde o menino teria se jogado na semana passada.
Em entrevista ao SRZD, a mulher denunciou que vários filhos de desembargadores e autoridades que estudam na turma do menino formavam um "clubinho" para selecionar os colegas que poderiam ou não se relacionar com eles.
"Informações narram discriminação dentro da sala de aula, pois vários alunos são filhos de desembargadores e discriminam os colegas", afirmou a fonte, que não quis ser identificada por temer represálias.
Conforme apurou a nossa reportagem, o jovem é filho de uma professora do colégio e, por isso, tinha direito a estudar de graça. Segundo a denunciante, a maioria dos alunos que estuda na instituição, reconhecida por ser uma das mais caras e tradicionais da cidade, pertence a famílias de classe alta e o bullying no colégio é frequente.
"Não tenho informações sobre a mãe, mas sei que é professora e, como tal, o filho tem direito à bolsa, podendo sofrer deboche dos demais", completou.
Monitor é ouvido novamente
Nesta quinta-feira, a polícia dá sequência aos depoimentos da psicóloga do São Bento e de um monitor que teria visto o menino pendurado na janela. No início da semana, ele afirmou ter se deparado com o jovem pendurado no parapeito quando chegou ao hall dos elevadores. Segundo a polícia, o garoto deixou a carteira, os óculos, o sapato e a mochila em cima da mesa antes de pular.
"Precisamos esclarecer um ponto que não está bem claro, do momento do acontecido. De acordo com o depoimento de um dos monitores, surgiu essa controvérsia, então intimamos ele para depor novamente", disse o delegado-adjunto da 1ª DP, Aldrin Genuíno da Rocha.
Falha no esquema de segurança e histórico de bullying
Em setembro do ano passado, outra suspeita de bullying nos corredores do colégio católico foi alarmada pela imprensa. Os pais de um aluno de 6 anos registraram um boletim de ocorrência após a criança ter recebido três pancadas na cabeça de um adolescente de 14 anos.
De acordo com a denúncia feita à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a agressão teria sido motivada pelo fato de o menino ter pedido para brincar com o grupo do estudante do ensino médio.
"Após o ocorrido no ano passado, foram prometidas câmeras de segurança. Elas não existem, por isso não entendo o que está escrito nas reportagens, e até hoje nada. Somente foram contratados mais alguns inspetores, número não suficiente para a extensão do colégio, que é bem grande".
O SRZD também publicou, nessa quarta-feira, fotos do pátio do 5º andar do colégio, onde os alunos do 6º ano em diante passam o horário do recreio, segundo a fonte. Ainda de acordo com esta mãe de um ex-aluno, o gradil da área da cantina também é baixo.
"Qualquer criança acima de 8 anos pode se jogar, cair, o que for. As janelas do refeitório também são baixas e ainda tem uma lajinha do lado de fora. A primeira foto é do hall dos elevadores do 5º andar. Neste andar, ficam os estudantes de 4º, 5º e 6º anos. Na foto, elas aparecem fechadas, mas isto está acontecendo só agora. Elas ficam abertas e como dá para perceber, são baixas", denuncia a mulher.

Quadro de saúde ainda é grave
Às 19h10 desta quinta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde informou ao SRZD que a vítima permanecia internada no CTI pediátrico do Hospital Souza Aguiar, no Centro, em estado gravíssimo. A assessoria do órgão não detalhou, no entanto, se ele está ou não em coma.
O garoto sofreu traumatismo craniano e precisou passar por uma cirurgia para retirada do baço, que rompeu com o impacto. No percurso do quinto andar até o térreo, não havia obstáculos para amortecer a queda.
Procurada pela nossa equipe, a assessoria de imprensa do colégio não quis se pronunciar sobre o caso.
* Atualizado às 19h16
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Miranda
08/10/2012 08:46:54
Não falem bobagem, por favor. Neste caso, não há nada disso. O menino não sofria perseguição (bullyng é o cacete) e tinha acompanhamento psiquiátrico. Casos de perseguição existem em QUALQUER escola, até nas públicas. O que existe aqui é um enorme caso de interesses comerciais, de briga por "marcas" de colégios que disputam cabeça a cabeça a liderança em rankings absurdos e desnecessários. ACORDEM!
Mauricio
06/10/2012 22:23:36
O que é foda é saber que esses juízes e autoridades têm seus rendimentos pagos com os nossos impostos. Aí os seus moleques vão estudar em um bom colégio e ficam se achando melhor que os outros. O povo deveria boicotar e não pagar impostos nenhum, sonegar ao máximo, falir o Estado, aí sim queria ver a maioria desses parasitas ficarem com o nariz pro alto, bando de palhaços, safados.
Renata
06/10/2012 10:50:47
As crianças de hoje estão totalmente despreparadas para vida. Mães trabalham fora, chegam cansadas, se desdobram entre filhos e afazeres . Professores que nao tem autoridade com os alunos. Criaram com isso problemas que nunca existiu antes. " Cabeção, negao, branco azedo, feio, sempre foi chamamento e brincadeiras do passado. Estamos todos vivos e sem problemas. Meu filho estuda na escola já bateu, já apanhou, eles passam o dia todo na escola. Na minha infância isso acontecia na rua todos iam pra casa e acabou o problema. Ninguém apanha, briga, fala palavrão em outra escola?
antonio
05/10/2012 09:54:59
Virou moda defender riquinhos cafajestes !!!
CLEBER NEIVA DE OLIVEIRA
05/10/2012 03:46:01
ja passou da hora de baixar a maioridade penal pra 14 anos e colocar esses marginais atras das grades la e o local exato pra esses montros
Davi Brasil
05/10/2012 00:43:59
Fico surpreso que esta mãe que denuncia atitudes de alunos dentro do Colégio de São Bento mostre uma fotografia que, pelo que tenho lido, não corresponde ao local da queda. Tenho a ideia de que o incidente ocorreu no final do corredor. Outra questão levantada por ela já teve o outro lado divulgado e fico surpresa de não encontrá-lo em uma matéria jornalística. Segundo o depoimento do menino de 14 anos acusado de espancar o de 6, ele brincava de dar rasteira no menor, mas não o deixava cair diretamente no chão, pois o segurava pelos braços e então o deitava no chão. Mas, em algum momento, o braço escorregou e a criança caiu batendo a cabeça. Ao tentar levantar, meio tonto, acabou caindo em uma grade próxima o que gerou os ferimentos que disseram ter sido causado pelo menino de 14 anos. Não digo que esta seja uma brincadeira tranquila, talvez fosse possível prever que um dia pudesse ocorrer um acidente, mas ela era comum entre os meninos do colégio. Assim como é comum os alunos jogarem os professores para cima no último ano, fato que, se algum dia um professor acidentalmente cair no chão, imagino sendo noticiado com manchetes acusando os alunos de lincharem um professor. Em relação ao caso atual, não estou dizendo que não houve bullying, mas esta não é a única possível causa. Pelo que ouço falar, o São Bento possui funcionários atentos a estes tipos de caso e tentam sempre amenizar a situação do aluno, conversando com ele, com a família e com colegas de turma, mas às vezes a tristeza / depressão / bipolaridade é maior do que o que se aparenta e o bullying pode ser "apenas" uma consequência. E mesmo que os inspetores, professores e pais soubessem que a criança pensava em suicídio é impossível ter controle 24 horas por dia. Foi no colégio, mas poderia ter sido com uma faca em casa, se jogando em frente a um ônibus na rua ou com um lençol em uma clínica. Quem quer de fato se matar busca uma o
Davi Brasil
05/10/2012 00:42:28
Fico surpresa que esta mãe que denuncia atitudes de alunos dentro do Colégio de São Bento mostre uma fotografia que, pelo que tenho lido, não corresponde ao local da queda. Tenho a ideia de que o incidente ocorreu no final do corredor. Outra questão levantada por ela já teve o outro lado divulgado e fico surpresa de não encontrá-lo em uma matéria jornalística. Segundo o depoimento do menino de 14 anos acusado de espancar o de 6, ele brincava de dar rasteira no menor, mas não o deixava cair diretamente no chão, pois o segurava pelos braços e então o deitava no chão. Mas, em algum momento, o braço escorregou e a criança caiu batendo a cabeça. Ao tentar levantar, meio tonto, acabou caindo em uma grade próxima o que gerou os ferimentos que disseram ter sido causado pelo menino de 14 anos. Não digo que esta seja uma brincadeira tranquila, talvez fosse possível prever que um dia pudesse ocorrer um acidente, mas ela era comum entre os meninos do colégio. Assim como é comum os alunos jogarem os professores para cima no último ano, fato que, se algum dia um professor acidentalmente cair no chão, imagino sendo noticiado com manchetes acusando os alunos de lincharem um professor. Em relação ao caso atual, não estou dizendo que não houve bullying, mas esta não é a única possível causa. Pelo que ouço falar, o São Bento possui funcionários atentos a estes tipos de caso e tentam sempre amenizar a situação do aluno, conversando com ele, com a família e com colegas de turma, mas às vezes a tristeza / depressão / bipolaridade é maior do que o que se aparenta e o bullying pode ser "apenas" uma consequência. E mesmo que os inspetores, professores e pais soubessem que a criança pensava em suicídio é impossível ter controle 24 horas por dia. Foi no colégio, mas poderia ter sido com uma faca em casa, se jogando em frente a um ônibus na rua ou com um lençol em uma clínica. Quem quer de fato se matar busca uma o
Davi Brasil
05/10/2012 00:39:44
Fico surpresa que esta mãe que denuncia atitudes de alunos dentro do Colégio de São Bento mostre uma fotografia que, pelo que tenho lido, não corresponde ao local da queda. Tenho a ideia de que o incidente ocorreu no final do corredor. Outra questão levantada por ela já teve o outro lado divulgado e fico surpresa de não encontrá-lo em uma matéria jornalística. Segundo o depoimento do menino de 14 anos acusado de espancar o de 6, ele brincava de dar rasteira no menor, mas não o deixava cair diretamente no chão, pois o segurava pelos braços e então o deitava no chão. Mas, em algum momento, o braço escorregou e a criança caiu batendo a cabeça. Ao tentar levantar, meio tonto, acabou caindo em uma grade próxima o que gerou os ferimentos que disseram ter sido causado pelo menino de 14 anos. Não digo que esta seja uma brincadeira tranquila, talvez fosse possível prever que um dia pudesse ocorrer um acidente, mas ela era comum entre os meninos do colégio. Assim como é comum os alunos jogarem os professores para cima no último ano, fato que, se algum dia um professor acidentalmente cair no chão, imagino sendo noticiado com manchetes acusando os alunos de lincharem um professor. Em relação ao caso atual, não estou dizendo que não houve bullying, mas esta não é a única possível causa. Pelo que ouço falar, o São Bento possui funcionários atentos a estes tipos de caso e tentam sempre amenizar a situação do aluno, conversando com ele, com a família e com colegas de turma, mas às vezes a tristeza / depressão / bipolaridade é maior do que o que se aparenta e o bullying pode ser "apenas" uma consequência. E mesmo que os inspetores, professores e pais soubessem que a criança pensava em suicídio é impossível ter controle 24 horas por dia. Foi no colégio, mas poderia ter sido com uma faca em casa, se jogando em frente a um ônibus na rua ou com um lençol em uma clínica. Quem quer de fato se matar busca uma oportunidade em qualquer lug








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