O SRZD teve acesso, nesta quarta-feira, a uma foto interna da janela do hall de elevadores do quinto andar do Colégio São Bento, no Centro do Rio, de onde um aluno de 12 anos despencou no fim da tarde da última sexta-feira. A imagem foi cedida por uma leitora do site, que não confirmou se é funcionária da instituição.
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Além do ponto exato de onde o menino teria tentado se suicidar, o SRZD também recebeu fotos do pátio do 5º andar, onde fica a cantina do colégio, considerado um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Confira as imagens abaixo.


De acordo com as últimas informações apuradas pela nossa reportagem, o adolescente J.P. segue internado em estado muito grave no CTI pediátrico do Hospital Souza Aguiar, no Centro. Ele deu entrada na unidade com traumatismo craniano e precisou ser submetido a uma cirurgia para retirada do baço, que rompeu com a queda.
A mãe dele, M.G., é professora da instituição e lecionava Português e Literatura também no colégio Pedro II, localizado em São Cristóvão, mas está afastada do trabalho desde o dia do acidente. Segundo uma fonte próxima à educadora, funcionários do colégio e conhecidos da família acreditam que o garoto tenha mesmo se jogado, o que está sendo investigado pela polícia.
A polícia colhe, na tarde desta quarta-feira, os depoimentos de dois inspetores e da psicóloga da escola. O objetivo é desvendar os motivos que levaram o garoto a tentar supostamente se suicidar e se ele era vítima de discriminação. Na tarde de terça, o delegado titular da 1ª DP (Praça Mauá), José Afonso Mota, realizou a primeira perícia no local do acidente.
Procurada pelo SRZD, a assessoria de imprensa do colégio não quis comentar o ocorrido e apenas publicou uma nota em seu site oficial, reproduzida abaixo:
"O Colégio de São Bento do Rio de Janeiro lamenta comunicar fato ocorrido na última 6ª feira, no horário da saída, envolvendo um de nossos alunos, que sofreu queda de alta gravidade.
Todas as informações já foram oficialmente comunicadas às autoridades competentes.
O momento é de reserva, dentro dos limites possíveis, e nos colocamos na posição de silêncio respeitoso, atendendo o pedido da família.
Reiteramos nossa posição de total respeito ao aluno e à dor de sua família e esperamos este comportamento da parte de todos".
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Porque uma escola tão tradicional, não cumpre a lei que estabelece, que uma criança de 12 anos não pode estudar acima de um lance de escadas? Porque uma escola tão tradicional , não possui em suas janelas, grades protetoras para impedir tal acontecimento traumático? Porque uma escola tão tradicional, não tem seus procedimentos de segurança , atestados pelo corpo de bombeiros? Porque uma escola tão tradicional, não tem um laudo de um engenheiro de segurança do trabalho para mapear os locais de risco? Porque uma escola tão tradicional, não tem uma visita periódica da delegacia regional de Educação, onde essa podria visualizar essas questões? Porque a secretaria de educação exige esses procedimentos de todas as escolar que pedem registro e dessa escola não? São questões que devem ser respondidas por todos os órgão envolvidos no alvará de licenciamento para as escolas. A sociedade espera respostas.
Pode ser bullying. Filho de professora ,estudando no colégio em que sua mãe é empregada do Corpo Docente. Pode ter, por conta da situação, falta de aceitação de colegas... Aquela história :do ter e não do ser, infelizmente. Estudei em colégio de freira e sei bem o que estou dizendo.
Pode ser bullying. Filho de professora ,estudando no colégio em que sua mãe é empregada do corpo docente. Pode trazer, por conta da situação, falta de aceitação de colegas, por ser , de classe considerada, talvez, menos favorecida. Aquela história :do ter e não do ser, infelizmente. Estudei em colégio de freira e sei bem o que estou dizendo.
Ainda é uma incógnita esta tragédia. Agora, caso fique comprovada a versão do suicídio, é indispensável uma análise profunda em torno da situação que levou esta criança a uma atitude extrema como esta. Será bullyng, complexo de inferioridade, algum assédio não revelado? É necessário acompanhar com carinho este caso, para que se chegue ao motivo da atitude descontrolada deste jovem.
Colégio com estrutura nota dez, bom ensino, corpo docente competente, com uma vista paradisíaca! Quanta criança não gostaria de estudar ali...Bullying sempre existiu, tanto nas escolas da periferia quanto nas de elite. E quanto mais se reprime, mais força adquire. Deve-se orientar, mas melhor do que reprimir é tratar a auto-estima dos perseguidos, pois o ser humano desde pequeno sente prazer em apontar os defeitos, colocar apelidos e humilhar o outro.Diante das vistas do adulto, o agressor nada faz, mas em sua ausência, a perseguição é maior.