Romário pede investigação sobre venda de ingressos para Rio-2016
Redação SRZD | Futebol | 02/10/2012 18h32

O deputado federal Romário voltou a causar polêmica nesta terça-feira. O Baixinho, impossibilitado de discursar devido à falta de quórum, divulgou o texto que leria em seu site oficial. E o político foi, mais uma vez, duro. O ex-jogador fez duras críticas a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e levantou suspeitas em relação à venda de ingressos para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
Romário questionou, em seu texto, a presença de Stephen Hickey, filho de Patrick Hickey, em uma subsidiária do Grupo Marcus Evans, empresa que ganhou o direito de vender os ingressos dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. De acordo com o ex-jogador, Patrick é amigo próximo de Nuzman dentro do Comitê Olímpico Internacional (COI).
"Eu gostaria de saber - talvez o Sr. Nuzman possa esclarecer ao Parlamento e à sociedade brasileira - se o Sr. Hickey costuma visitar o Rio para contribuir com os preparativos do evento, ou para sondar oportunidades de negócios para sua família. Afinal, eu soube de fonte segura que o filho dele trabalha numa subsidiária da empresa que ganhou, pela mão do Sr. Hickey, o direito de vender ingressos para os Jogos Olímpicos de 2016", publicou Romário.
O deputado citou uma investigação da Comissão de Ética do COI sobre um suposto escândalo de distribuição de entradas para os Jogos de Inverno da Rússia, em 2014. A denúncia envolveria Patrick Hickey e seu filho, graças à proximidade dele com o Grupo Marcus Evans. Os pacotes de ingressos vendidos pela empresa eram direcionados a um público elitizado.
Romário aproveitou para classificar como "vergonhoso" o roubo de documentos por membros do Comitê Organizador Local (COL) em Londres.
Ao fim, o Baixinho pediu uma atitude mais rigorosa de fiscalização do COL em relação à venda de ingressos.
"Mais do que nunca, é preciso que a Presidenta Dilma e o Ministro Aldo Rebelo se mantenham firmes e não recuem da decisão de só repassar recursos públicos a entidades que modernizarem seus estatutos e limitarem os mandatos dos seus dirigentes. Essa é uma tendência mundial. O Comitê Olímpico Internacional já alterou o seu estatuto, que agora só permite uma reeleição. E o Comitê Paralímpico Brasileiro adotou esse preceito democrático de maneira espontânea".








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