SRZD



Marcos Moura

Marcos Moura

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro e vivendo hoje em Brasília, onde gerencia projetos de Comunicação Digital. Nos últimos 15 anos, trabalhou na cobertura esportiva em importantes portais da Internet Brasileira e no atendimento a grandes empresas de diversos segmentos. Acompanha o Botafogo, nos estádios e pela imprensa, desde 1978. Twitter: @marcosmoura21.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



25/09/2012 11h47

Algumas palavras sobre Clarence Seedorf

Olá, torcida botafoguense!

É cedo ainda para fazer um julgamento definitivo sobre o que representa para o Botafogo a contratação de Seedorf. Foram apenas 14 jogos e sete gols. Mas é óbvio que podemos perceber claramente que o holandês é um jogador muito acima da média.

Não me importa neste momento analisar quantos mil sócios-torcedores o clube ganhou desde a sua chegada e quantas camisas douradas vendeu nos últimos dias e venderá nos próximos. O mais importante acredito que seja o fator técnico, indiscutível, e o fator psicológico entre os jogadores que a companhia de um Seedorf pode representar. Sobretudo, em garotos como Dória, Gabriel, Jadson e Cidinho.

O futebol brasileiro como um todo se habituou nos últimos anos a exaltar qualquer lampejo, qualquer firula como nascida de um 'craque'. A palavra ficou usual demais, banal demais. Sabemos que Craque de verdade tivemos poucos no Brasil nos últimos anos. São aqueles caras que chamam a responsabilidade, se movimentam, pedem a bola e sabem antes dos demais o que vai resultar a jogada. São os que decidem. Seedorf faz isso. Aos 36 anos. E cresce em jogos importantes, nos jogos mais difiíceis. Foi por isso que marcou dois gols quando estávamos em apuros contra o Cruzeiro no Independência. E foi por isso que fez os dois gols contra o Corinthians.

A carência ofensiva do nosso time pode até ter um ponto positivo no esquema do nosso atual treinador. Seedorf está jogando mais próximo do gol. Caso tivéssemos ainda Maicosuel, Herrera e Loco Abreu no time, talvez ele estivesse atuando mais atrás, de repente como um segundo volante. De toda forma, bom seria mesmo se tivéssemos um esquema que privilegiasse o ataque, com dois bons finalizadores e um Seedorf a municiá-los. Seria um sonho. Estaríamos na luta pelo título.

Saudações alvinegras!



Comentários
Comentar

Isso evita spams e mensagens automáticas.