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Candidatos apresentam propostas de governo na PUC

Gustavo Coelho e Marco Grillo | Eleições 2008 | 17/09/2008 20:40

Os oito candidatos mais bem colocados nas pesquisas para a Prefeitura do Rio de Janeiro foram convidados para um debate nos pilotis da PUC. Jandira Feghali (PC do B) e Marcelo Crivella (PRB) não responderam ao chamado da organização. Eduardo Paes (PMDB) chegou a confirmar presença, mas alegou incompatibilidade de agenda, já que tinha entrevista marcada no RJTV no início da tarde. Solange Amaral confirmou, mas não apareceu no debate, e foi vaiada pelos estudantes quando seu nome foi anunciado.

Alessandro Molon (PT) garantiu que, se eleito, vai apresentar um plano de metas quantificadas à Câmara dos Vereadores em no máximo 90 dias. Molon disse que o relatório especificará os planos para cada área de atuação do governo, assim como os objetivos de cada subprefeitura. O candidato afirmou também que o orçamento da prefeitura será publicado na internet, para garantir a transparência das informações.

Sobre a candidatura da cidade para sede das Olimpíadas de 2016, Molon declarou que caso o Rio seja vitorioso, vai implementar uma política de transportes que ficará de herança para a cidade.

"Nós vamos aproveitar as Olimpíadas para construir uma infra-estrutura de transportes que fique na cidade, o que não aconteceu no Pan-Americano".

O candidato prometeu acabar com o monopólio das empresas de ônibus "que mandam nos transportes do Rio", e anunciou que pretende construir trens VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) como alternativa para a diminuição dos problemas de trânsito. Molon afirmou que, se for eleito, vai procurar os prefeitos dos municípios das regiões metropolitanas para negociar a implantação do bilhete único.

Para o candidato do PV, Fernando Gabeira, a cidade precisa contar com um prefeito que seja um líder político, com capacidade de contar com uma equipe técnica qualificada ao seu redor. Gabeira conta com o apoio de figuras conhecidas da política nacional, como o economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que foi um dos principais doadores de sua campanha.Gabeira disse ainda que, se eleito, pretende diminuir a burocracia  na município, com informatização da administração da cidade e criticou o atual prefeito do Rio, Cesar Maia, pois considera que ele "só é ligado em informática na hora de escrever o blog". Sobre a realização de debates, o candidato foi irônico ao comentar a ausência de Jandira Feghali (PC do B).

"Ela diz no programa eleitoral que quer debates, mas não aparece naqueles que são organizados. Uma hora manda um vereador para representá-la, e em outra ocasião apareceu o candidato a vice-prefeito", disse Gabeira.

Já o candidato do PSOL, Chico Alencar, criticou os gastos com a obra da Cidade da Música, na Barra da Tijuca.

"Reduzir gastos significa não gastar errado. Meio milhão para a desafinada Cidade da Música é um absurdo. Vamos fazer uma auditoria nessa obra".

Chico também defendeu que a Guarda Municipal se concentre na organização do trânsito e que não carregue armas:

"A Guarda Municipal está atrás de uma identidade. Deve ser estatutária e seus membros devem entrar apenas por concursos. Armas letais, não. Os guardas não têm orientação para isso".

Ao falar sobre a desigualdade social na cidade do Rio, Chico foi enfático:

"A população pobre precisa ter dignidade e respeito. O papel do prefeito é viabilizar o Programa Nacional de Segurança e Cidadania (Pronasci)".

Por fim, seguindo a linha dos demais participantes do debate, Chico também criticou a ausência dos demais candidatos, em especial Eduardo Paes.

"O Rio precisa de 'paz' com 'z', e não desse fujão que não merece nem ser citado", ironizou Chico.

O deputado estadual Paulo Ramos, candidato do PDT, criticou a ausência de grande parte do "PIB eleitoral" e classificou a política de aprovação automática nas escolas de "crime". O candidato também falou sobre as suas propostas para a educação.

"Temos um compromisso com o ensino integral, incorporando atividades culturais e esportivas. Além disso, é preciso ter uma rede de controle sobre as crianças".

Falando sua política para habitação, Ramos explicou que pretende substituir as moradias sem remover as pessoas, e que as favelas "não têm salvação". O candidato reclamou bastante da cobertura da eleições pelos meios de comunicação, em especial a Rede Globo.

"Nós estamos diante de um golpe claro no Rio de Janeiro. Não faço favores à mídia corrupta, que patrocina essa grande fraude", afirmou ele. 




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Postado por:Maria Clara | 17/09/2008 23:01:27

Também assisti ao debate e é isso mesmo! Tá muito boa a matéria, foi coberta de maneira exemplar. Parabéns!


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