Para sociólogo, greves têm a ver com atual período econômico do país

Daniel Guimarães | Nacional | 15/09/2012 10h03

Os movimentos de greve de servidores dos governos estaduais e federal, como policiais, professores e bombeiros, são cada vez mais frequentes na sociedade do nosso país. A paralisação de profissionais como estes podem prejudicar, direta ou indiretamente, milhares de pessoas.

O SRZD entrou em contato com o sociólogo Ignacio Cano, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em políticas públicas, para entender o porquê das paralisações. Para Ignacio, movimentos grevistas tem a ver com o atual período econômico do país. "As greves tem a ver com um período de contenção de gastos do governo, depois de um tempo de bonança, em função da conjuntura econômica menos favorável. Isso tem levado várias categorias à greve", disse.

A greve dos professores começou em algumas faculdades e, com o passar do tempo, chegou a maioria das instituições. Em seguida, os policiais federais também pararam suas funções. Esses fatos nos levam à seguinte dúvida: será que a greve de uma classe de profissionais motiva a paralisação de outra? O sociólogo afirmou que sim. As greves encorajam outras, principalmente no serviço federal, em função da mobilização e de uma previsível maior fraqueza do governo. Isso é o que tem feito com que elas proliferem", declarou.

Já que uma greve leva a outra, temos que nos preparar para novas paralisações? Ignacio acredita que não. "Algumas categorias estão aceitando as propostas do governo. Com isso, acredito que o movimento irá diminuindo progressivamente", finalizou o sociólogo Ignacio Cano.

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