| O EAD, a Geração Y e o Relógio Cerca de 75% das pessoas com menos de 25 anos nunca usaram e nem vão usar relógio. E sabe por quê? Porque não faz sentido carregar um tic-tac no pulso quando a mesma informação está disponível no seu celular que você carrega no bolso.
Esse dado foi apresentado por Jeff Borden, diretor da Academia de Treinamento e Consulta da eCollege, projeto de EAD da editora Pearson, durante o 14º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, que está sendo realizado em Santos, São Paulo (onde me encontro neste exato momento).
A apresentação dele foi toda baseada no que os estudantes de hoje esperam da educação a distância. Para explorar o tema, ele falou muito sobre como se comportam os jovens de hoje em dia. Jeff citou a diferença que existe entre as gerações:
- Os meus avós aprendiam com os livros e em sala de aula. Os meus pais, da geração baby boomers, aprenderam também com o rádio, com a TV e com os trabalhos em grupo. A geração X, a qual eu pertenço, se acostumou a utilizar jogos e simulações para aprender. Já os jovens de hoje de até 24 anos são os millennials, também conhecidos como "geração Y", que funcionam de uma forma totalmente diferente: aprendem e querem aprender just in time, não só com sua família e seus professores, mas com seus amigos e com o mundo inteiro por intermédio da Web 2.0. Os jovens de hoje fazem mil coisas ao mesmo tempo - falam ao celular, respondem mensagens no MSN, assistem à TV e brincam com o cachorro - e o seu habitat natural inclui jogos tridimensionais e interativos. Olha, não tenho mais 24 anos, mas muitas vezes me pego fazendo a mesma coisa por pura falta de opção.
No entanto, confesso que já um choque de geração sim entre mim e esse povo mais novo. Eu, esta jornalista que vos fala, beirando os 30 anos, olho para algumas novidades mostradas neste congresso e me assusto. Agora mesmo, quando estava voltando do almoço, me deparei com uma moça que apresentava em um telão imenso no meio do corredor como é maravilhoso fazer um curso dentro de um Second Life desses da vida (assim como MSN não é o único programa de mensagens instantâneas, o Second Life também não é). Tem até PISCINA no pilotis da "universidade virtual". Esquisito.... Fiquei me perguntando "E que curso é esse? Qual é o conteúdo? Quem são os professores?" Mas, enfim, talvez seja mesmo uma questão de costume.
Claro que a tecnologia é um meio e não o fim, e não adianta nada investir na sala de aula virtual mais linda e moderna do mundo, se o conteúdo oferecido ao aluno não for de qualidade. Jeff deu um exemplo engraçado para mostrar que nem sempre as ferramentas tecnológicas de fato ajudam:
Antes de iniciar sua palestra, o educador contou, em tom de brincadeira, que, graças a um serviço gratuito que veio com seu ipod phone, ele aprendeu algumas frases em português "úteis" para usar no Brasil: "Como faço para chegar à Lisboa?" e "Estou grávida." É... Útil, não!?
Cabe citar aqui a declaração do educador Paulo Freire, repetida pelo secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielchowsky, no congresso: "O saber não é algo que se deposita no indivíduo como uma conta bancária." Faço uma adaptação à frase e digo: "O saber não é algo que vem automaticamente com a tecnologia."
Diz aí: você AINDA usa relógio? A Lei sobre crimes digitaisUm Feliz Natal e um ótimo Ano Novo tecnológicos!Estudando inglês na internetFalso namorado virtual, suicídio realAinda uso....Eu passei uns dois anos sem usar relógio e voltei mais por estlio. Comprei um relógio da Puma lindo! Acho prático ter relógio, afinal celular de mulher sempre se perde na bolsa e dá um trabalhão procurar só para saber as horas.
Outra coisa que está se tornando obsoleta e o Mp3 player. Todo mundo agora ouve música no celular. Pra que carregar mais um apetrecho? O meu Mp3 player velhinho, de 1Gb (na época era o máximo!), está abandonado.Estive no Congresso e assisti essa palestra. Adorei. Foi uma forma inteligente de despertar os incrédulos ou mal adaptados às inovações tecnológicas. Muito simples e interessante esse paralelo do relógio. Junto com essa abordagem, vi a dos Jetsons, a chegada do livro e enfim... Muito legal mesmo!. Eu uso consultar horas no celular e no relógio. Uso Relógio com adorno visual, acessório. Consulto no celular quando ele está diante de mim. Mas, ambos tem suas respectivas importâncias. Um não invalida o outro. Mas como processo congnitivo para mostrar os avanços da tecnologia, vale e valeu muito bem.
Parabéns pela idéia. Gostaria de ter a apresentação para replicação. Isso é possível?Realmente muito interessante as informações passadas JACQUELINE !! Eu como professor de EaD, e autor do livro "SECOND LIFE e WEB 2.0 na EDUCAÇÃO", primeiro livro no mundo sobre essa temática, vou aproveitar dos seus comentários no meu próximo livro sobre "COMPUTAÇÃO nas NUVENS" ...
Agradeço pelo seus pontos de vista JACQUELINE !!
Um VALENTE abraço,
Prof. Carlos VALENTEJaqueline, só para registro estive presente no momento dessa palestra e fiquei surpreso coma informação sobre o relógio, pois, eu tenho 40 anos e não uso rel´gioa pelo menos um ano,já que tenho as informações no celular. Não será necessaiamente a próxima geração que não usará mais o relógio, serão sim as pessoas que não perceberem mai utilidade para ele.
Abraço.Mágico seu texto, pena que estou a contra mão, tenho 32 anos e uso relógio e fazem cinco anos que não possuo celular.
Adoro todas as funções de um celular, exceto a de telefonar. Ser encontrado, perturbado, programado, tira a pouca sensasão que ainda tenho de liberdade.
Acredito que os conteúdos virtuais, quando são inerentes ao aprimoramento da ética, moralidade, e ascensão proficional e pessoal, podem ser benéficos, o contrário disso é entretenimento...
Tenha um super dia Jaqueline Sobral. |