'Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros': entretenimento de qualidade
Ana Carolina Garcia | Cinema | 06/09/2012 14h55
Abraham Lincoln presidiu os Estados Unidos durante um dos períodos mais turbulentos de sua história, o da Guerra de Secessão (1861 - 1865), conflito que deixou milhares de mortos nos campos de batalha.
Sua trajetória já foi contada e recontada pelo cinema diversas vezes, mas nesse ano, o 16o presidente americano será retratado em duas produções de peso e com propostas completamente distintas: o drama "Lincoln" (Idem - 2012) de Steven Spielberg e a fantasia "Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros" (Abraham Lincoln: Vampire Hunter - 2012) de Timur Bekmambetov, uma das estreias desta sexta-feira, dia 07. O SRZD já assistiu e conta um pouco do que você vai encontrar na sala de exibição.
Baseado na obra homônima de Seth Grahame-Smith, que também assina o
seu roteiro, "Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros" consegue equilibrar ação, fantasia e horror de maneira surpreendente, tendo como principal trunfo a excelente construção do roteiro, que mescla de forma bastante interessante fatos reais da biografia de Lincoln com o universo vampiresco, dando o tom certo de seriedade ao personagem principal.
Além disso, o filme caprichou nos efeitos visuais, na direção de arte e nas coreografias das cenas de ação, bem executadas, diga-se de passagem. E, claro, a produção soube utilizar a tecnologia 3D, especialmente dando noção de profundidade em algumas cenas.
Produzido por Tim Burton e protagonizado por Benjamin Walker (como Abraham Lincoln), o longa mostra como Lincoln ainda criança perdeu a mãe, atacada por um vampiro. Com desejo de vingança, ele promete ao pai que não fará nenhuma besteira. Com a morte do pai, o jovem Lincoln quebra a promessa e inicia sua vingança de maneira imprudente, sendo salvo por Henry Sturges (Dominic Cooper), "homem" responsável por transformá-lo num exímio caçador de vampiros.
Entre um vampiro e outro, Lincoln ingressa na política, assumindo posição contrária à escravatura e logo se torna presidente dos EUA, tendo de enfrentar seu maior desafio: a Guerra Civil, que, no filme, mostra vampiros exilados no sul do país aliados ao Exército dos Confederados e lutando contra o Exército da União.
É necessário ressaltar que a produção tem suas falhas, mas nada que a comprometa, como por exemplo, a maquiagem de Benjamin Walker após a passagem de tempo. Num primeiro momento, ela é extremamente artificial e a caracterização do ator como Lincoln de meia-idade não convence. Mas depois de algumas sequências pode-se perceber que a maquiagem foi aprimorada e a caracterização de Walker melhora consideravelmente
"Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros" está longe de ser uma obra-prima, porém consegue atingir seu principal objetivo: entreter a plateia. É um bom filme para se assistir sem compromisso, exclusivamente por diversão e acompanhado de um balde de pipoca.










Comentários (0)