É, realmente, juntar um vampiro metido a ator com um diretor cuja loucura faz parte do seu estado de espírito, bem que poderia ter saído algo interessante. Como disse, poderia. Mas, o resultado foi uma soma de tédio mais um pouco de tédio e outra pitada de tédio para completar o recheio. Exercendo essa árdua tarefa, o SRZD conferiu Cosmópolis, o novo filme de David Cronenberg, que estreia dia 7 de Setembro no Brasil.
- Veja o trailer do filme 'Cosmópolis'
Tendo o novo ídolo adolescente, Robert Pattinson, como protagonista, Cronenberg se apropria do universo criado pelo escritor Don Delillo em seu livro, o transpondo para as telas, narrando a história de um jovem bilionário de 28 anos, que cruza Manhattan, em Nova York, dentro de sua limousine, com o único objetivo de cortar o seu cabelo. Só que, durante o rallentado trajeto, vários "personagens" cruzam o seu caminho, dentro e fora do veículo. Dentre eles uma senhora louca (Juliette Binoche), um ativista revoltado (Mathieu Almeric), outra doidinha (Samantha Morton), e por ai vai. Só que o papo que eles levam não passa de epigramas melancólicas sobre vagos princípios universais que não mostram sinais nenhum de entendimento. Monotonia pura.
Parece que Cronenberg, depois de nos brindar em sequência com os violentamente belos, "Marcas da Violência, "Senhores do Crime", até o mais minucioso, "Um Método Perigoso", resolveu ir bem mais fundo no seu trato com a psicologia humana focando sem pestanejar em certo tipo de idiossincrasia. Complexa para muitos e atraente para poucos.

Hélio Ricardo Rainho
05/09/2012 15:56:45
Hummm... não sei não. Pelo visto, é um filme com todas as excentricidades e idiossincrasias do mestre Cronenberg. Para seus fãs de carteirinha, pelo visto, pode ser um prato cheio. Mesmo não atendendo por completo às exigências da crítica especializada. Quero conferir essa "Monotonia pura" da narrativa, essas "epigramas melancólicas"... enfim, os temperos do mestre Cronenberg. A crítica aguçou a minha curiosidade, e esse é o valor de uma boa crítica! Abraços, Hélio.ia









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