
Jovem, bonita e fazendo sucesso no meio fotográfico. Com esses requisitos, tudo leva a crer que estamos falando de uma modelo. Mas a realidade é bem diferente. Com 20 anos, Camille Rodrigues é uma promessa da natação paralímpica que ganhou destaque ao posar para as lentes do fotógrafo Marcio Oliveira. Com a fama inesperada, a atleta contou ao SRZD como foi a ideia do ensaio.
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"Esse trabalho foi para divulgar o trabalho do Marcio. Nos conhecemos em um evento do Governo do Estado aqui na Andef (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos). Ele me viu e sugeriu que fizéssemos as fotos".
Camille, que nasceu com uma má formação do núcleo de crescimento da canela, teve que amputar a perna para que houvesse uma melhor adaptação da prótese e ela conseguisse andar. A nadadora vê as fotos, de certa forma, como uma conquista para os deficientes físicos.
"Achei legal que os deficientes têm vindo até mim e falam que agora usam short, que se sentem melhor. Acho que as fotos ajudaram, de algum modo, a elevar a auto-estima deles", revela a atleta, que, apesar do sucesso com o ensaio, afirma que não pretende largar as piscinas para ingressar em outra carreira.
"Eu não tinha nenhum propósito (com as fotos). Claro, se rolar alguma propaganda, algo assim, eu farei, mas não largarei a natação para me dedicar à carreira de modelo", garante.
Sorte do esporte brasileiro, que assim permanece com boas esperanças de medalhas na natação nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, já que Camille tem a pretensão de chegar tinindo nas competições. Ela garante que reagiu bem a não classificação para Londres (ficou a 0s40 de atingir o índice).
"Pelo contrário. Só me deu mais força. Vou treinar mais para tentar chegar em 2016 já com o recorde mundial (está a dois segundos da marca atualmente). A expectativa (para a Olimpíada do Rio) é de ouro em todas as provas (50 e 100m livres, 100m costas e 100m borboleta), principalmente porque a recordista já está com idade avançada", afirma.
Camille, que nasceu em Santo Antônio de Pádua e viaja para a cidade natal de 15 em 15 dias para visitar os pais, mora sozinha em Niterói há cinco anos, onde treina, incansavelmente, todos os dias na Andef. A esperança é que o trabalho dê resultado em 2016 e que as pessoas olhem com mais atenção para o esporte paralímpico. Mas ela tem dúvidas se os recursos do Governo Federal, que cresceram após a confirmação dos Jogos no Rio, vão continuar sendo injetados no mesmo ritmo.
"Não sei, porque o esporte paralímpico vem crescendo, mas não tem ainda o reconhecimento do olímpico. Até 2016, acredito que sim, mas depois eu não sei mesmo. A ideia do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é tornar o país a quinta maior potência do mundo, né?".
É o que esperam todos os brasileiros, Camille.
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ALÉM, DE LINDA É A MELHOR SEMPRE!!! PRIMADRE TE AMO!!!