Candidatos à prefeitura de São Paulo participam de debate em TV
Redação SRZD | Nacional | 04/09/2012 01h03
A "Rede TV" e a "Folha de S. Paulo" promoveram, na noite desta segunda-feira, o debate entre os principais candidatos à prefeitura de São Paulo. Celso Russomanno (PRB), José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT), Soninha Francine (PPS), Levy Fidelix (PRTB), Gabriel Chalita (PMDB), Carlos Giannazi (Psol) e Paulinho da Força (PDT) estiveram presentes.

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O primeiro bloco foi de perguntas entre os candidatos. Celso Russomanno perguntou para Soninha sobre educação pública. Os dois criticaram a aprovação automática nas escolas municipais. A candidata do PPS disse ainda sobre sua proposta de mutirão de educação e alfabetização de jovens e adultos. Já Russomanno falou sobre a melhor remuneração dos professores e ensino de qualidade.
Em seguida é a vez de Fernando Haddad, que faz pergunta a Russomanno sobre a proposta de bilhete único mensal e quer saber por que o candidato do PRB é contra. Para Russomanno, é preciso avaliar se o bilhete único é viável.
Quando chegou a vez de Gabriel Chalita perguntar, candidato questionou Serra sobre ele ter fechado escolas em tempo integral. O tucano negou o fechamento.
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Na vez de Soninha perguntar, ela mira no candidato do PT e questiona: "E o Maluf, Haddad?", sobre o fato do partido do ex-prefeito de São Paulo apoiar a candidatura de Haddad. Ele respondeu dizendo que faz aliança com partidos políticos. Soninha, então, lembrou que o PT sempre criticou a administração de Maluf na prefeitura de São Paulo. Haddad respondeu que o Partido Progressista tem posição importante hoje, ocupando o Ministério da Cidade.
Quando Levy Fidelix pergunta sobre a dívida na prefeitura, Chalita usa seu tempo para se defender de ter sido chamado de "mentiroso" por Serra. "Quem disse que não conhecia o Paulo Preto não fui eu. Quem disse que não nomeou o Aref não fui eu. Quem disse que não sairia da prefeitura não fui eu". José Serra e Chalita pedem direito de resposta, mas não é aceito.
Carlos Giannazi pergunta a Paulinho da Força sobre corrupção, que defende uma comissão de fiscalização e auditorias para fiscalizar as contas públicas. Giannazi aproveita para atacar Paulinho dizendo que seu partido tem aliança com o PT, partido do mensalão e, assim, não pode combater a corrupção.
Serra questiona Giannazi sobre distribuição de medicamentos e, como resposta, o candidato do Psol critica a privatização da saúde e diz que o tucano faz "propaganda enganosa" sobre saúde pública da capital paulista. Serra, então, pede direito de resposta, mas é negado.
No segundo bloco, com perguntas de jornalistas, Russomanno é questionado se a religião vai influenciar em seu governo, mas ele nega e diz que apenas 6% dos integrantes de seu partido são da Igreja Universal e que ele é católico.
Paulinho da Força responde que não pretende criar um novo partido ao ser perguntado se considera democrático ficar no poder pela central sindical.
Chalita é questionado se é ético ele não ter se licenciado do cargo de deputado federal para fazer campanha. Ele discordou e disse que é possível fazer as duas coisas. Soninha comenta a resposta dizendo que deveria ser obrigatório o licenciamento.
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Giannazi é questionado sobre ele defender o não pagamento da dívida de São Paulo e ele afirma que "só o Psol teria coragem de fazer isso". Levy Fidelix concorda com ele.
Uma jornalista pergunta a Serra sobre seu alto índice de rejeição nas pesquisas, que afirma que é bastante conhecido e isso será visto na eleição.
Fidelix diz que se ganhasse o "dinheirão" que Serra e Haddad têm, ele ganharia todas as eleições. Giannazi, ao comentar declaração de Fidélix, disse que defende um "fundo partidário aberto e democrático".
No terceiro bloco, os candidatos voltam a perguntar uns aos outros. O candidato tucano começa e pergunta a Paulinho sobre ensino técnico, que responde dizendo que vai acabar com a progressão continuada e implantar escolas em tempo integral. Na réplica de Serra, ele conta que, quando era governador, criou 40 mil vagas para ensino técnico.
Em seguida, Giannazi pergunta a Haddad sobre os 10% do PIB em educação. O candidato petista conta o que fez enquanto foi ministro da Educação e afirma que, entre suas propostas, está um melhor salário para professores e educação continuada a esses profissionais. Haddad ainda diz que o Fundeb aumentou o orçamento da União na educação.
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O próximo a perguntar é Paulinho da Força que se dirige a Russomano para saber sobre ele querer rever incentivos para construção do estádio Itaquerão. O candidato do PRB afirma que pretende fazer com que São Paulo se transforme na capital mundial de eventos e diz que não é contra a construção do estádio.
A segurança pública entra no debate. Russomanno questiona Chalita sobre o assunto. O candidato do PMDB diz que a prefeitura deve valorizar a guarda civil, colocar iluminação mais eficiente nas ruas e melhorar as calçadas. Para Russomanno, a quantidade de guardas deve aumentar de 6 mil para 20 mil agentes.
Fidelix pergunta a Serra sobre monotrilhos e o candidato tucano diz que vai "cobrir" a cidade de trilhos e que novo monotrilho vai ter capacidade para 500 mil pessoas por dia.
A candidata do PPS é quem pergunta em seguida e se dirige a Giannazi. Ela quer saber sobre o sistema de cotas e ele concorda, ressaltando que é preciso melhorar a educação pública.
O petista Haddad quer saber de Fidelix sobre o "hora certa", proposta para acabar com filas no SUS. O candidato do PRTB defende aumento no orçamento da saúde e diz que quer criar "motomédicos" e "motorremédios".
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Soninha é questionada por Chalita sobre o transporte na Zona Leste de São Paulo. Para a candidata, é preciso criar linhas expressas e corredores de ônibus entre a periferia e o centro.
No último bloco, os candidatos fazem considerações finais, agradecem os jornalistas, o público e dizem um pouco mais do que vão fazer se ganharem as eleições em outubro.
marcos antonio
04/09/2012 02:06:49
como um candidato como o serra tem coragem de querer ser um prefeito de sp quando foi governador só fez prejudicar a nossa educação e os docentes eu sou um exemplo disso com sua politica de leis ridiculas perdi o emprego como professor temporario no estado agora estou passando dificuldades em casa com esposa gravida e sem salario, é assim que ele quer fazer tb com os professores do municipio.







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