Fabricantes de celulares procuram alternativas para Android

Redação SRZD | Tecnologia | 03/09/2012 11h08

Foto: DivulgaçãoA sexta-feira da semana passada foi um dia de péssimas notícias para o Google. O gigante da tecnologia mundial viu seu espaço em dois nichos nos quais vinha progredindo, os de smartphones e tablets, ser reduzido devido a fatores distintos.

Alguns fabricantes de celulares estão discretamente estudando alternativas ao sistema operacional Android, implicado na decisão do julgamento de patentes entre Samsung e Apple, dizem observadores do setor, a despeito de seus pronunciamentos públicos de que manterão a tecnologia.

Há cerca de duas semanas, um tribunal dos Estados Unidos decidiu que alguns aparelhos Android da Samsung Electronics violavam patentes da Apple — o que representou sério revés para a principal plataforma de software para aparelhos móveis, porque pode conduzir a restrições de venda e a altos encargos de licenciamento.

O impacto também pode atingir fabricantes menores que usam o Android, como a HTC, ZTE e Sony. O Android é usado em mais de dois terços dos smartphones. Huawei Technologies, Sony, Lenovo e ZTE — todas grandes usuárias do Android — informaram que continuavam a apostar na plataforma do Google, apesar da decisão.

"(A decisão) não é relevante para o que estamos fazendo", disse o diretor de desenvolvimento de negócios da ZTE na Europa, Chris Edwards.

Mas, à medida que o mercado móvel amadurece e mais processos de patentes se tornam prováveis, alguns fabricantes começam a buscar alternativas. A Samsung, que usa diversas plataformas de software (mesmo que concentre suas atenções no Android), anunciou um novo aparelho acionado pelo software Windows Phone 8, da Microsoft, durante uma conferência de tecnologia na quarta-feira da semana passada, se antecipando ao muito aguardado lançamento de um novo celular Nokia equipado com o Windows, nesta semana.

As ações da Nokia, que formou parceria com o Windows e é seu principal usuário no setor móvel, subiram depois da decisão do caso da Samsung, devido à expectativa de que o software da Microsoft seja uma aposta jurídica mais segura que o Android.

O júri da Califórnia decidiu que a Samsung havia violado seis das sete patentes da Apple em questão no processo, incluindo uma tecnologia que reconhece se o usuário tem um ou dois dedos encostados à tela, além de patentes sobre a superfície frontal do aparelho e o design dos ícones de tela, o que representa clara referência a tecnologias do Google.

Depois do veredicto, o Google afirmou que a maioria das patentes em questão não se relaciona ao cerne do sistema operacional Android.

Pouca integração ao Kindle traz Nokia ao tablet

O novo Kindle Fire, da Amazon, terá serviços de mapas fornecidos por meio de uma parceria com a Nokia, o que preencherá uma lacuna nas capacidades do tablet da varejista e deixará de lado o popular serviço do Google.

A Amazon lançará pelo menos uma nova versão do tablet Kindle Fire nesta quinta-feira. A companhia dotará o novo modelo de capacidade de localização, o que requer ou um chip de GPS ou um processo conhecido como triangulação de WiFi, disseram as fontes.

Os serviços de mapeamento, recursos populares nos tablets, tipicamente incluem mapas de rua, informações sobre estabelecimentos próximos ao usuário e, em certos casos, informações sobre trânsito. Podem também ser usados para instruções de navegação e com aplicativos de terceiros como de serviços de viagens.

O tablet Google Nexus 7, que concorre diretamente com o Kindle Fire, conta com chips de GPS para funções de mapeamento e localização. O primeiro Kindle Fire foi lançado ano passado e, ao preço de US$ 199 (R$ 408,2), custa 50% menos que o Apple iPad mais barato, o que ajudou o aparelho a conquistar aceitação rápida entre os consumidores. Na última quinta-feira, a Amazon anunciou que os estoques do Kindle Fire estavam completamente esgotados.

Os analistas dizem que o aparelho com tela de sete polegadas ajuda nas vendas de mídias digitais tais como livros eletrônicos e música, o que impulsiona o crescimento do varejo, a atividade central da Amazon.

A companhia pode mostrar versões maiores do Fire na quinta-feira em Los Angeles, que concorrerão mais diretamente com o iPad.

Ainda que o Kindle opere com uma versão mais antiga do Google Android, adaptado pela Amazon para criar um sistema operacional próprio, o Google Maps não está integrado ao aparelho. Isso significa que os usuários só podem usar o Google Maps por meio de um navegador de Web ou de aplicativos de terceiros.

Um porta-voz da Nokia não comentou o assunto e a porta-voz da Amazon não respondeu pedidos de comentários.

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