‘Intocáveis’: fenômeno do cinema francês chega ao Brasil

Ana Carolina Garcia | Cinema | 30/08/2012 14h35

Baseado em fatos reais, "Intocáveis" (Intouchables - 2011) entra em cartaz nesta sexta-feira, dia 17, e tem tudo para agradar ao público. O SRZD já conferiu essa comédia dramática francesa e recomenda.

- Veja o trailer do filme 'Intocáveis'

Com direção e roteiro de Olivier Nakache e Eric Toledano, "Intocáveis" é um filme lindo e emocionante, com doses certas de comédia que acabam por lhe conceder certa leveza, livrando-o da pieguice que em muitos casos detona produções dramáticas, transformando a ida ao cinema em 112 minutos muito agradáveis.

Na trama, Driss (Omar Sy) é um jovem negro, imigrante, pobre e que acaba de sair da prisão, à procura de uma assinatura para conseguir receber o seguro desemprego. Para isso, responde ao anúncio de uma vaga como cuidador de um homem tetraplégico, muito rico e que está cansado da piedade de todos. Ao conhecer Driss, Philippe (François Cluzet) fica encantado com sua falta de sensibilidade e jeito totalmente sem noção, pois o jovem é o único a tratá-lo de maneira natural, sem pena. Aos poucos, os dois desenvolvem uma bonita relação de amizade e confiança que transforma suas vidas para sempre.

Entre os vários pontos positivos do longa, destaco três: a direção, o roteiro e as atuações de François Cluzet e Omar Sy. Os atores estão perfeitos em cena com uma química rara de se encontrar. É impossível não se apaixonar por essa produção ao vê-los em cena porque suas interpretações são incrivelmente brilhantes e valem o ingresso do cinema.

Além disso, "Intocáveis" também mostra um lado político ao apresentar para o espectador o choque cultural e econômico ao levar para a tela as duas faces da França: a abastada e a pobre. O contraste é absurdo e mostrado sutilmente ao longo da produção através de Philippe e da família de Driss, que faz o possível para evitar que seu irmão se envolva com más companhias e entre para a vida do crime.

Definitivamente, "Intocáveis" é um filmaço imperdível, capaz de cativar e emocionar a plateia desde suas primeiras cenas. É um belo trabalho vencedor de inúmeros (e merecidos) prêmios, como o César de melhor ator para Omar Sy e o David di Donatello Awards de melhor filme europeu. Vale a pena assisti-lo!

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