A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) anunciou, nesta terça-feira, que os servidores vão aceitar a proposta de reajuste salarial de 15,8% e encerrarão a greve nacional, iniciada em julho.
De acordo com o secretário-geral da Condsef, Josemilton da Costa, as 17 categorias representadas pela entidade tomaram a decisão em conjunto. O acordo deve ser assinado ainda nesta terça-feira. Segundo a assessoria de imprensa da Confederação, cerca de 250 mil funcionários devem retormar suas atividades.
Entre as repartições que voltarão ao trabalho estão os ministérios da Saúde, Cultura, Fazenda e do Planejamento, além de autarquias e fundações públicas, como a Fundação Nacional do Índio (Funai). Algumas categorias administram a conversa com o governo independentemente da Condsef, como é o caso do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Policiais federais rejeitam acordo
Os policiais federais também não aceitaram o reajuste de 15,8% proposto pelo governo e decidiram manter a greve. A decisão da categoria foi tomada após assembeia realizada nesta segunda-feira. O prazo estipulado para a assinatura dos acordos expira nesta terça.
De acordo com o Ministério do Planejamento, os agentes federais querem reajustes que variam de 109,3% a 139,4%. Nestes moldes, o salário especial - para quem atingir o topo da carreira - subiria de R$ 11,8 mil para R$ 24,8 mil. Já a remuneração inicial saltaria de R$ 7,8 mil para R$ 18,8 mil.
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