O clima seco é predominante em todas as regiões do Brasil. Como o SRZD noticiou no início desta semana, a cidade de São Paulo registrou 8% de umidade relativa do ar e entrou em estado de emergência. Na última quarta-feira, os termômetros da cidade do Rio de Janeiro registraram o dia mais seco da cidade, com 26% de umidade no ar. Os especialistas afirmam que o ideal é acima de 60%. A tendência é que o clima do Sudeste melhore nesta sexta, devido a uma frente fria que avança sobre o Sul, porém a melhora está longe do ideal.
O tempo sem chuva, que já chega a 18 dias, é o que deixa a umidade do ar baixa. A chuva é quem baixa a poluição. Com o alto índice de poluição no ar, começam a aparecer problemas respiratórios. O SRZD falou com o médico otorrinolaringologista Fabrízio Romano, Diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), para orientar os leitores com relação aos problemas e como evitá-los.
Problemas
"Para um bom funcionamento das vias respiratórias, o ar precisa chegar umidificado e aquecido aos pulmões. Isto é trabalho da cavidade nasal e das vias aéreas superiores. O muco que recobre estes locais vai umidificando o ar inspirado. Quanto mais seco o ar, mais umidade ele tem que roubar da mucosa, causando problemas como crostas nasais, sangramentos nasais, irritação, dor, e até infecções como sinusites. Além disso, essa baixa umidade pode causar bronquites e até pneumonias", explicou.
Como evitar
"Esses problemas podem ser evitados ou pelo menos amenizados com a ingestão de bastante líquido, usando soro fisiológico do nariz, evitando atividades ao ar livre durante a tarde, período crítico principalmente nas grandes cidades devido ao alto nível de poluição e umidificando o ambiente com bacias de água, toalhas molhadas ou umidificadores", concluiu o médico otorrinolaringologista Fabrízio Romano, Diretor da ABORL-CCF.
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