O candidato do PSDB à prefeitura do Rio de Janeiro, Otávio Leite, foi o primeiro entrevistado da série de eleições do "RJTV", da "TV Globo". A participação do tucano, nesta segunda-feira, teve como pauta condições de governabilidade, saúde, transporte e o impasse do velódromo de Jacarepaguá.
Governabilidade
Confrontado com o modesto tamanho do PSDB no Rio de Janeiro - atualmente o partido conta com apenas duas cadeiras na Câmara dos Vereadores - Otávio Leite disse não enxergar problemas para governar caso seja eleito.
"Há 12 anos não lançávamos um candidato a prefeito. Vamos soerguer o partido com a ajuda de grandes tucanos como Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin. Em absoluto, trataremos com a Câmara dos Vereadores em um processo aberto para fazermos a maioria naturalmente", afirmou o candidato, que não conta com o apoio da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que apoia Marcelo Freixo (PSOL).
Saúde
No tema da saúde, Leite disse ter um plano de ampliação de todo o setor. Expondo propostas pontuais, como a criação da primeira faculdade de Medicina da Zona Oeste, ele prometeu transformar o Rio de Janeiro em referência para que médicos possam fazer residência na cidade.
"Vamos fazer concurso público urgentemente, devemos valorizar esse tipo de profissional, ao contrário do que é feito hoje. Vamos trazer vida para a saúde do Rio de Janeiro", disse.
Transporte
Otávio Leite foi indagado sobre a ausência das vans nas suas propostas em relação ao transporte na cidade. O candidato tucano, no entanto, valorizou o transporte alternativo e afirmou o compromisso de fazer uma licitação - projeto já tentado pela atual prefeitura - para legalizar e organizar o setor.
"Transporte é sistema, todos devem cumprir um papel. Tem que ter ônibus, trem, metrô, bicicleta e também as vans. As vans chegam onde os outros não chegam. Será feita uma licitação pontual definindo os itinerários...vamos reorganizar o transporte. A prefeitura não pode se omitir...não tenho qualquer dificuldade com as vans", explicou.
"Prefeitos não fazem isso porque não querem perder o poder. Eu topo reorganizar o sistema de transporte da cidade", completou.
Velódromo
Sobre o impasse da demolição ou não do velódromo construído para os Jogos Panamericanos, Otávio Leite se posicionou contra o desperdício do dinheiro público.
Primeiramente o candidato propôs a adaptação do local para as Olimpíadas de 2016. Logo depois, quando confrontado com o possível preço de R$ 70 milhões pela reforma, o candidato afirmou que faria "o que for melhor, mais barato".
Ainda sobre o assunto, Leite foi lembrado de que quando o velódromo foi construído ele ocupava o cargo de vice-prefeito da cidade, na época governada por Cesar Maia.
"Eu era um vice e ponto. Todos sabem que ali eu não tinha nenhum poder de decisão", esquivou-se sobre qualquer responsabilidade sobre a construção do complexo.
O entrevistado da vez agora é Eduardo Paes(PMDB). O atual prefeito da cidade do Rio terá, nesta terça-feira, o mesmo tempo para responder às perguntas feitas pelo apresentador do telejornal.
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Com aspas até eu.