Recusar corridas é prática comum entre alguns taxistas cariocas. Estes profissionais alegam, principalmente, não valer a pena realizar viagens de curta duração em determinados horários. No entanto, para a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), a prática é considerada ilegal e passível de punição.
Recorrente durante a noite, a irregularidade causa dor de cabeça aos eventuais passageiros. Em uma sexta-feira, por volta das 23h, o estudante Flávio Amaral, de 21 anos, estava na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, próximo à Cinelândia, e precisava chegar rapidamente à Avenida Mem de Sá - de carro, a quase 2 km dali -, mas teve uma surpresa ao recorrer aos táxis parados na região.
"O cara se recusou. Para levar, queria taxar em R$ 30", contou o jovem. "Acho um absurdo, até porque ele estava rejeitando dinheiro. Não foi o caso, mas poderia ser uma emergência", desabafou Flávio, que acabou tendo que fazer o caminho a pé, levando 15 minutos. De táxi, a viagem teria pouco menos da metade desta duração e, em bandeira 2, custaria aproximadamente R$ 9.
Cooperativas procuradas pela reportagem condenaram a prática. "Isso é falta de ética. Não existe essa coisa de corrida boa ou ruim", explicou ao SRZD Oatilea Moreira, diretor comercial da Central Táxi. Contudo, o representante admitiu que a companhia não tem controle sobre viagens solicitadas na rua. "Mas, na cooperativa, orientamos para trabalharem de forma profissional", ponderou.
Segundo o diretor, a empresa ainda tem seu próprio conselho de ética, onde taxistas denunciados por clientes são julgados por possíveis irregularidades. "Mandamos para lá e eles recebem as devidas punições, variando de acordo com o procedimento", explicou Moreira, que defendeu o respeito para com qualquer passageiro. "É um serviço de utilidade pública", justificou.
Segundo a SMTR, além de penalidades internas, há a punição da Subsecretaria de Fiscalização (SubF) da Prefeitura, prevista em lei. Quando comprovada a prática, o taxista é multado em R$ 50. Para isto, é preciso tentar anotar informações como o número da placa, data, hora e local.
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É lamentável que ainda exista Taxista com essa conduta. O pior serviço é ficar sem clientes. Serviços curtos, médios e longos são bons. Isso ocorre ainda por causa do sistema aplicado na profissão de taxista, precisamos mudar isso. O futuro Taxista deveria estudar num curso de formação por 2 a 3 anos, depois comprar seu próprio carro e ir exercer a profissão de Taxista, assim é democrático e semelhante as outras profissões. Paulo Silva Taxista do Rio. www.taxiinrio.com.br Twitter @taxidorj Tim 8603 8605 Vivo 9658 7924