Algumas das escolas mais tradicionais do Brasil e do Rio, que são as mais disputadas da rede federal, perderam posições no ranking do ensino fluminense no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que abrange do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental. O Colégio Pedro II desceu para a terceira posição na avaliação do Ministério da Educação, perdendo o primeiro lugar que foi alcançado em 2009.
O SRZD falou com a diretora do Associação de Docentes do Colégio Pedro II (ADCP II), Márcia Márcia Batista, para entender a atual greve. "Nós não queremos apenas um aumento salarial. Hoje, com a expansão da rede, precisamos de melhoras nas condições de trabalho e no plano de carreira. Queremos também que a profissão tenha um prestígio social. Hoje em dia, se você for em uma escola, qual criança quer ser professora? Uma das nossas lutas também é pela carreira única para professores universitários e professores de educação básica. Assim, haveria mesma carga-horária e mesma remuneração", declarou.
Para Márcia Batista, as negociações, que foram encerradas pelo governo, não deveriam ser tratadas entre governo e técnicos administrativos da escola, inspetores, por exemplo. Para ela, os professores deveriam participar juntos. A professora também comentou o fato de as negociações não serem feitas pelo Ministério da Educação (MEC) e sim pelo Ministério do Planejamento. "A educação está sendo tratada como um gasto. Educação não é gasto, é investimento", afirmou.
ENEM:
O Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) está se aproximando. Com a greve, os alunos do 3º ano do ensino médio das escolas federais podem ser prejudicados. Ao ser questionada sobre a excepcionalidade de não parar as aulas do terceiro ano, Márcia se manteve firme no posicionamento. "O aluno não se completa em um ano, mas sim em 12. Queremos garantir qualidade nos 12 anos de escola.
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