Em mais um dia de julgamento do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o defensor do réu Paulo Rocha, João dos Santos Gomes Filho, pediu a absolvição do seu cliente com base no fato de que seu nome não foi destacado em nenhum dos grupos descritos na denúncia.
Além disso, a defesa do ex-deputado e líder do PT na época dos acontecimentos argumentou que a ele não foi atribuído nenhum "crime antecedente". Em função disso, o advogado de Rocha diz ser incorreto o enquadramento dele no crime de lavagem de dinheiro, pelo qual já é julgado.
Gomes Filho disse ainda aos membros do STF que, em 2002, o PT paranaense assumiu gastos oriundos de muitas dívidas de campanha de outras siglas que formaram a coligação.
Usando como provas os recibos tomados no momento de entrega da verba, a denúncia e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, alegam que o então deputado federal Paulo Rocha recebeu a quantia de R$ 820 mil.
Desse total, R$ 420 mil teriam sido recebidos em parcelas por intermédio da secretária Anita Leocádia, diretamente na agência do Banco Rural.
Segunda-feira de acusações a Lula
Na segunda, o advogado do ex-deputado federal Roberto Jefferson, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, afirmou que pretende ligar o nome do ex-presidente Lula à responsabilidade do mensalão.
Roberto Jefferson foi o delator do esquema de desvio de recursos públicos em 2005 e é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
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