Encontro discute Casamento Civil Igualitário em Niterói

Wilson Spiler | Rio+ | 12/08/2012 11h59

Foto: Wilson Spiler

Nesta sexta-feira, o PSOL realizou, em Niterói, o lançamento da campanha do "Casamento Civil Igualitário". Estiveram presentes na mesa de discussão o deputado federal Jean Wyllys, o transexual João Nery, o casal Andréia Rodrigues e Simone Rabelo - que conquistou o registro de Casamento Civil no cartório de Itaipú- e seu advogado André, Angélica Ivo - mãe de Alexandre Ivo, assassinado em São Gonçalo por, supostamente, ser homossexual -, além de Marco Duarte - primo de Alexandre Ivo.

Foto: Wilson SpilerNo encontro organizado pela candidata a vereadora pela cidade, Nicole Blass, o primeiro transexual do Brasil, João Nery, começou contando sua história de vida. Segundo o próprio, "desde que se entende por gente", nunca se sentiu mulher. Ele que exercia o cargo de professor universitário antes da operação de mudança de sexo, foi impedido de atuar no ramo, já que, com a nova identidade, perdeu todos os seus direitos anteriores. Foi obrigado a trabalhar como pedreiro, vendedor, cortador de confecção de roupas, massagista de "shiatsu", entre outras profissões, para poder sobreviver. João lançou também "Viagem Solitária - Memórias de um Transexual 30 anos depois", um livro onde conta sua trajetória.

Em seguida, Jean Wyllys tomou a palavra. O deputado federal criticou a atual cultura gay, que gasta muito dinheiro com boates e bebidas e não se dispõe a ler, ou a ir a um cinema ou teatro. O parlamentar também comentou sobre a importância de se aprovar o casamento civil igualitário.

"A exclusão nos leva a perder 126 direitos. Assim, está posta a discriminação jurídica. Quando o Estado faz isso conosco, ele legitima os cidadãos a nos bater, xingar e até nos matar", afirmou o político.

De acordo com Jean, a vitória no casamento civil igualitário vai facilitar na conquista de outros direitos: "A lei de identidade de gênero, a lei que impera crime contra a homofobia e o direito à vida, liberdade e felicidade".

Foto: Wilson SpilerSimone Rabelo, que conseguiu o direito a se casar com Andréia Rodrigues, mostra-se feliz com sua vitória nos tribunais, mas prometeu só comemorar quando essa conquista for de todos. Por outro lado, André, advogado do casal, incentivou os homossexuais a brigarem por seus direitos. Segundo o profissional, "não existe nada dentro da legislação, se ela não for interpretada de forma literal, que proíba essa união". Ainda de acordo com ele, "o medo de se expor é a barreira principal disso tudo".

Flávio Serafim, candidato a prefeito pelo partido, talvez tenha sido quem mais bem resumiu o debate. Para ele, "o bem também se aprende e não existe bem maior que o amor".

No fim da noite, ainda houve espaço para a música com Loma Longotano, Aline Ramos e Cristina Grecco. Para saber mais sobre a campanha, acesse o site http://casamentociviligualitario.com.br/.

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Foto: Reprodução de internet

Comentários (5)

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enock

21/08/2012 10:04:34

Pega leve Natalia,eles só querem o direito de darem o c/u/z/i/n/h/o de um modo mais oficial.Bando de b/i/c/h/o/n/a/s.KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKK

natalia rodrigues

20/08/2012 22:15:36

VÃO TRABALHAR BANDO DE VAGABUNDOS F.D.P.

natalia rodrigues

20/08/2012 22:12:57

banda de vagabundos! e o deputado que não tem o que fazer é pago com nosso dinheiro!!!!

Joubert Assumpção

13/08/2012 13:36:10

Obrigado pela divulgação do evento, porém gostaria de destacar que esse evento foi organizado pelo coletivo CIN(Construindo Igualdade Niterói), com muitos apoios: Pré Vestibular Práxis, Coletivo Diversitas UFF, Gabienete do Deputado Jean Wyllys(PSOL/RJ), e também o grande apoio do PSOL(Niterói). A candidata Nicole Blass faz parte do CIN e estava junto conosco na organização do evento!

Marco Duarte

12/08/2012 23:45:23

Boa reportagem pois demarca um momento histórico na cidade de Niterói e de sua vizinha São Gonçalo, já que remete a presença de Angélica Ivo, mãe de Alexandre Ivo e seu primo, no caso, eu, Prof. Marco José Duarte, candidato a vereador pelo PSOL na cidade de São Gonçalo. No entanto, cabe salientar que a "suposta homossexualidade" de Alexandre Ivo, que foi assassinado com 14 anos, não está em questão, o que permanece, e sempre reforçado pela falecida Juíza Patrícia Acioli nas audiências, era dele ser vítima de crime de ódio. Nós, eu e Angélica, sempre caracterizamos como vítima de homofobia pois as circunstâncias que o levaram a ser morto estava cercado dessas informações. E hoje qualquer um poder ser morto ou sofrer outro tipo de violência homofóbica por ser LGBTl, e temos muitos exemplos, do pai que a orelha foi decepada no interior de São Paulo, dos irmãos gêmeos na Bahia e tantos outros. Obrigado!