BRT: solução ou problema para população carioca?

Daniel Guimarães | Rio+ | 11/08/2012 12h12

Foto: DivulgaçãoEm junho deste ano, a prefeitura do Rio inaugurou o BRT TransOeste, sistema de transportes de alta capacidade. O objetivo do projeto é melhorar a vida dos moradores da Zona Oeste que dependem do transporte público. Nesses pouco mais de dois meses de funcionamento, foram registradas três mortes e seis pessoas ficaram feridas nos corredores exclusivos para uso dos ligeirões (ônibus do BRT). A estação Nova Barra, por exemplo, fica a 50 metros de um colégio estadual. Nas horas de entrada e saída da escola, é comum ver adolescentes e crianças se arriscando nas pistas exclusivas. Motoqueiros e ciclistas também são vistos, com frequência, se arriscando pelas pistas exclusivas.

O SRZD entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e com a CET-Rio para saber como é feita a campanha de conscientização ao público. "A campanha de esclarecimento ao público teve início antes mesmo da implantação do BRT TransOeste com as seguintes ações: panfletagens educativas ainda na fase de testes, implantação de mais de 100 placas educativas para pedestres e ciclistas não utilizarem o corredor expresso, visitas às escolas situadas no entorno do corredor expresso, com palestras educativas e colocação de cartazes", declarou a Secretaria de Transportes, que ainda pretende intensificar a campanha com cartazes externos nos ônibus.

A equipe do SRZD fez uma pesquisa e apurou que durante a Rio+20, a Embarq (empresa que trabalha pelo transporte sustentável) apresentou um estudo feito em BRT's de outros países, que mostra que com uma auditoria de segurança viária os números de acidentes chegam a cair 40%. A Secretaria Municipal de Transportes informou que a Rede Embarq Brasil é uma parceira da Prefeitura do Rio no projeto de implantação de corredores BRT e que elaborou auditoria de segurança viária para o TransOeste. A assessoria também falou sobre os acidentes que já aconteceram. "Este grave problema já ocorria na Avenida das Américas e foi evidenciado pelos atropelamentos ocorridos nas canaletas do BRT. A solução exige a mobilização de toda a sociedade, inclusive dos veículos de comunicação, para uma ação permanente de esclarecimento da população sobre os riscos que o comportamento inadequado no trânsito podem causar", finalizou a assessoria que também pediu respeito às normas de trânsito.

Relembre:

- Ônibus do BRT atropela operador de tráfego da CET-Rio

Comentários (3)

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carlos alberto soares

Membro SRZD desde 18/05/2013

15/08/2012 23:38:01

Por favor me respondam porquê pedestres inconscientes e imprudentes não são multados também...Bota guarda rodando de viatura e multando esse povo que rápido diminui o índice de atropelamento fora da faixa

Claudia

13/08/2012 07:56:09

A gente sabe que enquanto não houver uma reeducação e punição, fatalidades como vem acontecendo, continuarão, não só no BRT, mas em toda a cidade, pois os motoristas não respeitam sinal e os pedestres nunca atravessam na faixa. Mas a prefeitura do Rio também tem que se conscientizar, que há mais necessidade de passarelas, passagens e faixas de pedestres na Avenida das Américas, pois as distâncias são grandes. Não se trata de preguiça de andar, no caso da estação do Bosque da Barra, onde a maioria dos acidentes aconteceram, pessoas que trabalham entre essa estação e o Term.Alvorada, tem que andar até 30 minutos. Imaginem uma pessoa com deficiencia, idosa ou com criança? Acho que essa situação devia ser melhor avaliada.

Fernando Barra

11/08/2012 15:24:29

O BRT, principalmente esse Transoeste, é uma boa opção pois se for esperar por metrô vamos ficar dependendo do ônibus comum por décadas ainda! O problema é a falta de organização e fiscalização por parte da prefeitura! Outro dia fiquei 30 minutos esperando ônibus dentro da estação, enquanto isso do lado de fora passaram mais de 10 ônibus comum que serviriam para mim, ou seja, acaba não valendo a pena! O pior é chegar na alvorada e ver mais de 40 ônibus estacionados sem ninguém pra dirigir, ou seja, não é falta de material rodando e sim falta de fiscalização para a empresa cumprir os tempos fixados que faz do BRT um transporte de média capacidade, ou seja, intervalo de 10 minutos no expresso e de 15 minutos no parador, no início, como foi prometido pela Prefeitura e depois ir diminuindo esse intervalo, para chegar em algo em torno de 3 minutos o expresso e 6 minutos o parador.