Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Difusão do Livro apontou que a leitura está cada vez mais perdendo espaço no orçamento familiar para dar lugar a meios de lazer como televisão, celulares e videogames. Os dados foram divulgados durante a 22ª Convenção Nacional de Livrarias, realizada em São Paulo, entre os dias 6 e 8 de agosto, em São Paulo.
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Neste dia 11 de agosto, celebrado o Dia do Estudante, o SRZD conversou com a pedagoga Maria Beatriz Serra, que há 20 anos trabalha para a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e com a coordenadora pedagógica Eliana Garcia, do Centro Educacional Miraflores, no Rio de Janeiro, que enfatizaram a importância do incentivo à leitura às crianças.
Para desmistificar a ideia de que os livros são apenas para adolescentes e adultos, Maria Beatriz explica que, "se você der uma bola para uma criança, ela não sabe o que fazer. Se ela chuta, é porque viu um adulto chutar. Ela precisa descobrir. É a mesma coisa com o livro", afirma.
Além disso, a pedagoga alerta que o hábito estimula o desenvolvimento intelectual.
Eliana, que tem alunos desde a creche ao ensino fundamental, promove todos os anos uma feira literária com troca de livros para serem lidos durante as férias de julho. "A ideia é manter a liberdade para ler durante este período sem criar a ideia de que se deve ler apenas para a escola, como obrigação, e tornar o hábito uma atividade prazerosa", afirma a professora. "A gente quer estimular o prazer pela leitura e a liberdade de escolha pelo livro. Não a aquisição e o consumo", completa.
Segundo Eliana Garcia, atualmente as famílias gastam cerca de 15% a 20% mais com revistas e jornais, entretanto o consumo de livros caiu 36% em 2012.
O maior consumo se concentra na classe A, evidentemente pelo maior poder aquisitivo. No entanto, de acordo com a professora, 88% da população, apesar de não ter o hábito da leitura, reconhece que a atividade é uma prática importante.
Para Maria Beatriz, a falta de estímulo à leitura às crianças é prejudicada pela falta de espaços públicos destinados aos pequenos leitores. Para suprir esta necessidade, a pedagoga recomenda fazer das visitas à livrarias uma opção de lazer, já que estes locais dispõem de espaços que permitem as crianças se envolverem com os livros.
Além disso, Eliana e Maria Beatriz destacam que o estímulo dos pais é muito importante para formar leitores. "Os pais podem e devem ler para a criança desde bebê e cantar. Se o pai tira dez minutos do seu tempo para contar uma história para o filho na hora de dormir, certamente o desenvolvimento desta criança será diferente", diz a coordenadora do instituto Miraflores. "Também deve mostrar interesse pela leitura porque o exemplo é muito significativo. Mesmo se ele não for um leitor assíduo, pode ler jornais e revistas próximo do filho", sugere.
É o que faz Roberta Paiva, mãe de Pedro, de 8 anos, e Carolina, de 6. Ao SRZD, Roberta afirma que a contação de histórias para os filhos faz parte da rotina da família. "Eu lia histórias para eles desde que estavam na barriga", disse ela que tem livros pela casa toda, inclusive mantém uma cestinha no banheiro e prateleiras no quarto das crianças.
"Quando um adulto se propõe a contar uma história para a criança, ele contribui para uma série de estímulos motores e cognitivos", alerta Maria Beatriz sobre os benefícios do hábito.
De acordo com as educadoras, a criança que tem o hábito da leitura tem o pensamento abstrato mais desenvolvido, também produz um texto melhor, mais elaborado e com maior facilidade pelo contato com textos diferentes, desenvolve maior capacidade de imaginação e autoconhecimento.
Eliana destaca que a leitura é importante até mesmo na matemática. "A criança também terá maior capacidade de compreensão e não terá dificuldade de ler qualquer texto. A leitura é importante até na matemática, pois a criança que não lê tem dificuldade para interpretar um problema", explica.
Aos 6 e 8 anos, Carolina e Pedro já escolhem os próprios livros, contou a mãe das crianças. "Quando vamos a uma livraria, eles já fazem as escolhas deles e a gente vê se o livro é legal", afirma Roberta.
E o cuidado na escolha dos livros para cada faixa etária é importante para manter o hábito. Para crianças a partir dos seis meses, Maria Beatriz recomenda livros com pouco estímulo visual. "Livros extremamente coloridos podem se tornar cansativos", explica. A melhor indicação é que os adultos procurem conhecer a literatura infantil para decidir que leitura é idicada para seus filhos.
Os clássicos, como "Branca de Neve", "Os Três Porquinhos" e "Pedro e o Lobo" são algumas boas escolhas para os pequenos. Já para os adolescentes, o ideal é que a leitura não signifique abrir mão do que naquele momento é importante para eles.
"O ideal é saber o momento certo de apresentar os clássicos da literatura e evitar se aproximar de atitudes que o adolescente repele", sugere a pedagoga.
Maria Beatriz recomenda ainda visitas ao Salão FNLIJ do Livro para crianças e jovens, que acontece anualmente e conta com encontros com escritores, lançamentos de novos títulos, performance de ilustradores e palestras com autores e especialistas e quatro bibliotecas específicas para cada público. Além disso, cada criança ou jovem que visita o espaço ganha um livro de presente.
O uso de novas tecnologias também é uma alternativa para atrair as crianças. Na contação de histórias, por exemplo, o aparelho permite uma participação ativa da criança durante a atividade pela emissão de sons durante a leitura.
Obrigado pela informação, e falando em em chá, o Mano Menezes , vai ganhar um TEA DE SUMIÇO.....hehehe!!!.
carlos alberto - O lula estudou!!! fez o curso de tornearia mecânica no SENAI até a segunda fase, só faltou concluir a terceira.
Tivemos um presidente que ainda hoje repete que não suporta livros, quer distância dos jornais , não aprendeu nem a própria lingua portuguesa ,se lixa para a opinião pública , vive de chavões , impropérios , troca os nomes, foi o pior exemplo à nossa juventude. Homem que deveria ser lider ,modelo , orgulho para nossos filhos , mas que viu-se envolto em uma rede de escândalos, vide MENSALÃO . O que nos resta , é nossa dedicação, esforço , parceria, amor , aos nossos filhos , netos , somos seus grandes devedores , pelo mundo que lhes estamos legando.