O Paraguai pretende aumentar o valor do excedente de eletricidade cobrado ao Brasil. Segundo o chanceler paraguaio, José Félix Fernández, usar mais energia também em seu país seria um "melhor negócio".
O Paraguai costuma usar apenas 10% do que é gerado por Itaipu. O Brasil, então, paga cerca de US$ 360 milhões anuais pelo restante da energia, valor que já havia sido aumentado pelo então presidente Fernando Lugo em 2011.
Fernández afirmou em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo" que o Paraguai continuará vendendo a parte correspondendo da energia ao Brasil, mas gradualmente passará a usar o excedente.
Brasil e o país vizinho, cada um, têm direito a 50% da eletricidade gerada pela hidrelétrica binacional e, conforme acordo firmado entre as duas nações, a energia que um dos dois não aproveite tem que ser vendida ao outro.
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