Protesto de estudantes e servidores federais para o Centro do Rio
Gustavo Ribeiro | Rio+ | 09/08/2012 20h01
Cerca de 3 mil estudantes e servidores públicos federais fecharam a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, nesta quinta-feira, em luta por reajustes salariais, melhores condições de trabalho e reestruturação de seus planos de carreira. Os manifestantes ficaram concentrados na Igreja da Candelária até por volta do meio-dia e, em seguida, partiram rumo à Cinelândia.
O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sintrasef), motivados, sobretudo, pelo recente anúncio de que o governo não iria mais negociar com os professores em greve. O movimento também contou com a participação de funcionários insatisfeitos de diversas repartições federais, como a UFRJ, Fiocruz, IBGE, Arquivo Nacional e Polícia Federal, que estão com parte de suas atividades paralisadas.
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Um aluno do Colégio Pedro II, que também está em greve no Rio, levantou um coro de vaia contra a presidente Dilma Rousseff, acusada pelos presentes como a responsável pelo mau funcionalismo público do país. "A greve está na rua. Dilma, a culpa é sua", gritava o jovem, acompanhado da multidão.
A Guarda Municipal e a Polícia Militar acompanharam a passeata, mas os PMs acabaram gerando revolta dos populares ao tentarem apressar o ritmo da caminhada.
O trânsito da Avenida Rio Branco só foi liberado após as 13h. Nesse momento, os manifestantes atearam fogo em um boneco com a sigla da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) estampado nas costas, imitando o ritual de "malhar o Judas". O "rito" aconteceu em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia.
Na última quarta-feira, o Ministério do Planejamento se reuniu com o Comando Nacional de Greve (CNG), em
Brasília, e decidiu suspender as negociações com os docentes depois que o Proifes assinou um acordo aceitando as propostas. No entanto, os professores reclamam que a entidade foi criada ficcionalmente pelo governo federal e que não tem nenhuma representação sobre a categoria.
Ao todo, 57 das 59 universidades federais, além dos 37 institutos de educação tecnológica e do Colégio Pedro II, estão com suas atividades suspensas desde o último dia 17 de maio.
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