A ex-mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio, ficou calada durante a maior parte do depoimento que deu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nesta quarta-feira. O relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse que a atitude dela reforçou a culpa nas acusações.
"Ele [Cachoeira] usava a Andréa para ocultar bens. Ela vem à CPMI como testemunha e sai como investigada", declarou Cunha. Andréa tinha um habeas corpus que garantia o direito de não responder às perguntas dos parlamentares.
Andréa se esquivou quando o relator a questionou sobre um empréstimo de R$ 1,9 milhão que Cachoeira teria feito a ela em 2010. Ela também não respondeu sobre um contrato de compra e venda, encontrado na casa do irmão, que previa a transferência de R$ 5,3 milhões para ela.
O deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) interrogou a ex-mulher de Cachoeira sobre um depósito para a Vitapan, laoratório da qual se tornou dona, de 400 mil dólares vindos de uma conta no exterior, mas também não obteve resposta.
Para o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o silêncio de Andréa acabou a incriminando. "No momento em que ela se cala em perguntas do cotidiano, ela se transforma de testemunha em altamente suspeita. Ela sai do depoimento com o silêncio revelador como cúmplice".
* Com informações da Agência Senado
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