Desde o ano passado que a indústria brasileira trabalha no negativo. É grave, porque desacelera o consumo, o emprego e congela os estoques disponíveis para o comércio. Além de piorar o ambiente de negócios.
Os números de junho sobre maio levantados pelo IBGE, no entanto, mostram percentuais mais simpáticos. Confiram os crescimentos: Espírito Santo (2,3%), Pernambuco (2,2%), Bahia (2,1%), Minas Gerais (1,3%), São Paulo (1,0%) e Região Nordeste (0,5%).
É verdade que em alguns outros estados a economia não sorri como gostaríamos. A atividade fabril caiu em Goiás (-6,0%), Rio de Janeiro (-4,3%), Pará (-4,2%), Paraná (-3,7%), Rio Grande do Sul (-3,1%), Ceará (-2,2%) e Santa Catarina (-1,4%).
É cedo para dizermos que iniciou-se uma reação convincente. Mas é melhor termos alguns números para comemorar do que persistir o quadro descrescente que tínhamos até agora.
De qualquer forma, é hora de vermos com cuidado o comportamento do mercado de trabalho. Os patrões não estão demitindo, mas também não estão admitindo. Tem muita gente esperando para ver para onde irá a produção e o consumo neste segundo semestre.
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