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Militares chegam ao Rio na quinta-feira

Soares Júnior | Eleições 2008 | 05/09/2008 21:32

Helicópteros do Exército de prontidão e fuzileiros navais a postos para enfrentar e mais de 10 mil homens preparados para permitir a livre escolha dos cidadãos na hora da eleição. Um aparato de guerra para assegurar um direito que deveria ser simples e fundamental no Estado do Rio de Janeiro.

A princípio as Forças Armadas vão atuar em 17 favelas na capital e duas na Região Metropolitana. Algumas das comunidades que receberão as tropas são Rio das Pedras e Cidade de Deus, na Zona Oeste, Vila do João, Vila Cruzeiro e Vila Pinheiro na Zona Norte.

Além dos homens fardados, militares do Serviço de Inteligência do Exército atuarão nas favelas. Eles não terão de polícia e foram orientados a evitar conflitos com milicianos e traficantes.

Durante cerimônia no Rio em que estava presente o Repórter Alexandre Tortoriello, da TV Bandeirantes, O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a função dos militares será assegurar o trabalho da imprensa, a manifestação dos candidatos e a movimentação das pessoas

Além do Rio de Janeiro, os militares virão de Brasília e Minas Gerais. Os cinco mil homens não chegarão de uma vez, este é o número total para a operação. O patrulhamento será itinerante, sempre em locais onde atuam o tráfico e as milícias.

Os soldados são integrantes de tropas de elite prontas para missões em locais que ofereçam riscos.

De acordo com a apuração de Alexandre Tortoriello estas serão as favelas que serão vigiadas de perto pelos soldados:

Rio das Pedras, Cidade de Deus, Vila do João, Nova Holanda, Vila Cruzeiro, Conjunto Esperança, Antares, Carobinha, , Vila Aliança, Sapo, Coréia, Rocinha, Jacarezinho, Acari, Amarelinho, Lixão(Duque de Caxias) e Salgueiro (São Gonçalo).

Ouvido pelo SRZD.com, o sociólogo Ignacio Cano vê dois lados nesta operação eleitoral das Forças Armadas:

- Pelo lado simbólico quebra o monopólio de poder do crime organizado, mas seria ingenuidade achar que a atuação por apenas alguns dias iria terminar com o problema.

Para ele, a segunda leitura possível é que parece ser uma medida mais para proteger o direito dos candidatos fazerem campanha, do que o de dar garantias aos cidadãos.

Ignácio Cano não crê que a solução para segurança no Rio de Janeiro passe pela presença definitiva de militares no estado. Segundo o sociólogo poderia haver uma contaminação dos militares pelos problemas que atingem a polícia, como por exemplo, a corrupção.