Nesta sexta-feira (5), 8,3 milhões de cidadãos angolanos irão comparecer às urnas para eleger uma Assembléia Nacional de 220 deputados. Poderia ser uma votação qualquer, mas faz 16 anos que o povo de Angola não tem o direito de votar. Desde que conseguiu independência de Portugal em 1975, e foi dominado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o país não vota.
No entanto, para analistas, o MPLA, que é liderado pelo presidente José Eduardo dos Santos, irá reter a maioria dos votos. Durante o mês de campanha, ocorreram incidentes violentos relacionados à União Nacional para Independência Total de Angola (Unita), que acusou o governo de usar fundos públicos e atividades pró-elitistas.
A atual Assembléia é formada por 129 membros do MPLA e 70 da Unita. Os primeiros resultados da eleição estão previstos para serem divulgados no sábado (6) ou no domingo (7).
A Unita surgiu como opositora ao MPLA pelo controle do leste do território angolano. Inúmeros conflitos entre os dois movimentos ocorrem desde então.