Usando apenas pulsos de luz azul, pesquisadores afirmam ter conseguido controlar o comportamento de macacos. A radiação ativa células muito específicas do cérebro, segundo cientistas. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira pela revista especializada Current Biology.
De acordo com a revista, a pesquisa mostra um grande avanço na optogenética, uma área da ciência que estuda a conexão entre a atividade cerebral e o comportamento com o uso da óptica. Os pesquisadores acreditam que o estudo pode ser aproveitado de forma similar em humanos para fins terapêutico.
"Somos os primeiros a mostrar que a optogenética pode mudar o comportamento de macacos", diz Wim Vanduffel, do Hospital Geral de Massachusetts e professor da universidade KU Leuven, na Bélgica. "Isto abre portas para o uso da optogenética em larga escala para pesquisa em primatas e para começar a desenvolver terapias baseadas na técnica em humanos."
Através da inserção de genes derivados de certos micro-organismos, os cientistas fazem os neurônios responderem à luz.
Os pesquisadores acreditam que a técnica pode ser usada no tratamento de doenças como Parkinson, depressão, vício, transtorno obsessivo compulsivo e outras condições. "Muitas disfunções neurológicas podem ser atribuídas ao mau funcionamento de tipos de células específicas em regiões específicas do cérebro", afirmou o pesquisador.
"A beleza da optogenética é que, ao contrário de outros métodos, este pode afetar a atividade de tipos muito específicos de células, deixando outras intactas", completou o cientista.
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