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- "Batman" (Idem - 1989):
Com direção de Tim Burton, esse longa foi a primeira grande adaptação cinematográfica do personagem criado por Bob Kane em 1939 e, por consequência disso, muito aguardado pelos fãs do Homem-Morcego.
No longa, Bruce Wayne / Batman (Michael Keaton) é um homem atormentado pela tragédia do passado, que nutre forte desejo de vingança e justiça contra Jack Napier / Coringa (Jack Nicholson), assassino de seus pais. Sempre contando com o apoio de Alfred (Michael Gough), Wayne se envolve com Vicki Vale (Kim Basinger), fotógrafa contratada pelo maior jornal da cidade para descobrir a verdade sobre Batman.
O que poucos sabem sobre essa produção, lançada no 50o aniversário do personagem, é que Adam West, protagonista da série "Batman" (Idem - 1966 - 1968) e do primeiro filme, "Batman - O Homem Morcego" (Batman - 1966), queria interpretar Batman novamente. Porém, Michael Keaton foi aprovado por Bob Kane e por Tim Burton, com quem havia trabalhado em "Os Fantasmas se Divertem" (Beetlejuice - 1988).
A escolha de Keaton gerou imenso burburinho porque os fãs do personagem não o consideravam apto para interpretá-lo. Mas o ator se saiu bem tanto como Bruce Wayne quanto como Batman, inclusive atuando na maioria das cenas de ação, dispensando dublês.
A produção recebeu o Oscar de melhor direção de arte e uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator - comédia / musical para Jack Nicholson.
- "Batman - O Retorno" (Batman Returns - 1992):
Aprovado pelo público e pela Warner, Michael Keaton voltou a interpreter Bruce Wayne / Batman no segundo filme da franquia, também dirigido por Tim Burton.
Na trama, Batman tem dois inimigos poderosos para enfrentar: Oswald Cobblepot / Pinguim (Danny DeVito) e Selina Kyle / Mulher-Gato (Michelle Pfeiffer), com quem acaba se envolvendo. Rejeitado pelos pais, Pinguim cresceu no esgoto na região do Zoológico Ártico, de onde comanda a Gangue do Circo que leva o horror à Gotham e se prepara para se tornar prefeito da cidade, tendo o apoio de Max Shreck (Christopher Walken), empresário que não simpatiza com Wayne.
A atriz Annete Bening era a primeira opção do diretor para viver a Mulher-Gato, mas teve de abandonar o papel porque engravidou, sendo substituída por Pfeiffer.
A caracterização de Danny DeVito como Pinguim era tão complexa que o ator passava cerca de duas horas por dia na maquiagem. Além disso, tinha de manter tudo em segredo, sendo impedido por cláusula contratual de contar como era sua roupa até mesmo para a família.
O longa recebeu duas indicações ao Oscar nas categorias de melhor maquiagem e melhor efeitos visuais; e uma indicação ao Framboesa de Ouro de pior ator coadjuvante para DeVito.
- "Batman Eternamente" (Batman Forever - 1995):
Esse filme apresentou mudanças drásticas na franquia, entre outras coisas, com substituições importantes. Protagonizado por Val Kilmer e com direção de Joel Schumacher, a produção apostou num visual chamativo e colorido, além de trazer Robin de volta.
O longa mostra como Dick Grayson (Chris O’Donnell) se torna o fiel companheiro de Bruce Wayne / Batman (Val Kilmer), o Robin. Juntos eles precisam livrar Gotham da loucura de Harvey Dent / Duas-Caras (Tommy Lee Jones) e Dr. Edward Nygma / Charada (Jim Carrey).
A presença feminina fica por conta de Nicole Kidman, intérprete da psicanalista (Chase Meridian), que faz o possível para conquistar Bruce Wayne.
O ator Robin Williams esteve cotado para viver o Charada, antes de Jim Carrey assinar contrato com o estúdio.
O filme recebeu três indicações ao Oscar nas categorias de melhor fotografia, som e efeitos sonoros. A canção "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me" do U2 foi indicada ao Globo de Ouro de melhor canção original e ao Framboesa de Ouro de pior canção original.
- "Batman & Robin" (Idem - 1997):
Segundo filme dirigido por Joel Schumacher e o pior da franquia Batman, responsável por afundá-la durante muitos anos. Com a saída de Val Kilmer, coube a George Clooney viver Bruce Wayne / Batman e carregar até hoje a culpa pelo fracasso do longa.
Mais uma vez, Batman e Robin (Chris O’Donnell) unem forças para salvar Gotham de seus inimigos, mas com uma ajudinha feminina que não acrescentou nada à produção, a de Barbara Wilson / Batgirl (Alicia Silverstone). Juntos, eles têm de enfrentar Dr. Victor Fries / Mr. Freeze (Arnold Schwarzenegger) e a Dra Pamela Isley / Hera Venenosa (Uma Thurman).
Uma curiosidade é que neste filme a Batgirl é sobrinha de Alfred (Michael Gough), mas nos quadrinhos ela é a filha do Comissário Gordon, interpretado por Pat Hingle. Vale ressaltar que Gough e Hingle foram os únicos atores a participar de "Batman", "Batman - O Retorno", "Batman Eternamente" e "Batman & Robin".
Entre os poucos prêmios recebidos pela produção está a Framboesa de Ouro de pior atriz coadjuvante para Silverstone.
- "Batman Begins" (Idem - 2005):
Depois de oito anos do fracasso de "Batman & Robin", a Warner lançou o reboot da franquia, substituindo direção e elenco. E foi muito feliz ao escolher Christopher Nolan para dirigi-lo e Christian Bale para protagonizá-lo. Bale, aliás, é considerado pelos fãs o melhor Batman.
Com uma história próxima a dos quadrinhos, o longa mostra Bruce Wayne (Christian Bale) perturbado pelo trauma do assassinato de seus pais e nutrindo o desejo de vingança. Viajando pelo mundo, Wayne é treinado na Liga das Sombras por Henri Ducard (Liam Neeson) e acaba se rebelando para tentar salvar Gotham dos planos de seus mentores para destruí-la.
Ao voltar à cidade, Wayne a encontra assolada por uma onda de violência, liderada por Carmine Falcone (Tom Wilkinson). Como o sistema está totalmente corrompido, não há muito o que se fazer além de dar vida a seu alter-ego, o Batman, protegendo os cidadãos de Gotham e amedrontando os criminosos, entre eles, o Dr. Jonathan Crane / Espantalho (Cillian Murphy).
Apostando na complexidade da narrativa e no lado mais humano do personagem principal, Nolan criou um filme espetacular sob todos os aspectos. O primeiro de uma trilogia grandiosa que resgatou o personagem e a franquia das cinzas.
Entretanto, Nolan não foi a primeira opção da Warner após o desligamento de Schumacher. Antes dele, os nomes de David Fincher e Clint Eastwood foram cogitados.
Indicado ao Oscar de melhor fotografia e ao Framboesa de Ouro de pior atriz coadjuvante para Katie Holmes, por seu desempenho como Rachel Dawes.
- "Batman: O Cavaleiro das Trevas" (The Dark Knight - 2008):
Não é exagero dizer que "Batman - O Cavaleiro das Trevas" é um dos melhores filmes lançados nos últimos anos. Christopher Nolan se superou nessa produção em que Batman é coadjuvante de luxo, afinal, o grande destaque foi o Coringa (Heath Ledger), cuja origem não foi contada na trama.
Completamente alucinado e psicótico, Coringa faz uma proposta aos chefes do crime organizado de Gotham para destruir Batman, que enfrenta um de seus piores inimigos com a ajuda do Comissário Gordon (Gary Oldman) e do promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart), antes de ele se tornar o Duas-Caras.
Nessa produção duas coisas chamam muita atenção: a interpretação de Ledger e a maquiagem do Coringa, criada pelo ator e aprovada pela equipe. Ledger mergulhou totalmente no personagem e durante sua preparação passou um mês num hotel, registrando tudo num diário. O resultado foi tão satisfatório que o Coringa estampou inúmeros cartazes do filme, substituídos após seu falecimento prematuro causado por uma overdose acidental de remédios. A morte do ator causou imensa comoção e aumentou a expectativa em torno do filme, levando a Warner a declarar que nenhuma cena seria alterada.
Ao todo, o longa recebeu 94 prêmios e mais 67 indicações, muitos deles para Heath Ledger, que venceu a maioria dos prêmios a que foi indicado por seu desempenho brilhante como Coringa, inclusive o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante, entregues postumamente.
Indicado ao Oscar de melhor direção de arte, fotografia, som, maquiagem, edição e efeitos especiais, levando apenas as estatuetas de edição de som e ator coadjuvante para Ledger (citada anteriormente).
O filme também venceu o AFI Movie of the Year concedido pelo American Film Institute.