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Uma das características da franquia Batman é apostar nos vilões de seus filmes. Por vezes suprimindo o protagonista, colocando-o em segundo lugar. Foi assim com "Batman" (Idem - 1989), "Batman Eternamente" (Batman Forever - 1995) e "Batman - O Cavaleiro das Trevas" (The Dark Knight - 2008).
Veja quem aterrorizou Gotham City nos filmes anteriores da franquia:
- "Batman" (Idem - 1989):
O retorno do Homem-Morcego às telas de cinema, após mais de 20 anos do lançamento de seu primeiro filme, "Batman - O Homem Morcego" (Batman - 1966), contou com a força de um dos principais inimigos de Batman: Jack Napier / Coringa, interpretado brilhantemente por Jack Nicholson.
No longa, Napier mata os pais de Bruce Wayne, quando ele ainda era uma criança. O trauma da morte dos pais fez de Wayne um homem atormentado e com sede de justiça, o que o leva a lutar contra Napier, criminoso cada vez mais perturbado. Numa noite, Napier cai num caldeirão de lixo tóxico, transformando-se no temido Coringa. Além disso, Coringa e Bruce Wayne / Batman (Michael Keaton) disputam a atenção da mesma mulher, a fotógrafa Vicki Vale (Kim Basinger).
Jack Nicholson, como sempre, está ótimo em cena. O sarcasmo do ator caiu como uma luva no personagem e durante muitos anos todos julgavam sua interpretação como Coringa insuperável. Até Heath Ledger assumir o papel em "Batman: O Cavaleiro das Trevas" (The Dark Knight - 2008). Mas, ao mesmo tempo em que fazer comparações entre os trabalhos dos dois atores é inevitável, é necessário ressaltar que o personagem foi explorado de maneiras diferentes nos dois filmes.
Em "Batman" o Coringa é um lunático divertido, sarcástico, quase um fanfarrão. O que não aconteceu no longa de Christopher Nolan.
- "Batman - O Retorno" (Batman Returns - 1992):
O segundo filme da franquia levou para as telas dois vilões de peso: Pinguim e Mulher-Gato. Oswald Cobblepot / Pinguim (Danny DeVito) vive nos esgotos de Gotham City desde o seu nascimento, quando foi rejeitado e abandonado pelos pais ricos porque nasceu com uma anomalia que lhe deu aspectos de pinguim.
Criado por pinguins, Oswald comanda a Gangue do Circo e aterroriza Gotham. Com o objetivo de tornar-se prefeito da cidade se alia a Max Shreck (Christopher Walken), empresário inescrupuloso que lança a candidatura de Pinguim, ajudando-o em seus planos maquiavélicos. O que os dois não desconfiavam é que outra ameaça ronda Gotham: Selina Kyle (Michelle Pfeiffer), secretária de Max que se transforma na Mulher-Gato e nutre forte desejo de vingança contra o empresário. Além disso, Selina se envolve com Bruce Wayne (Michael Keaton) sem saber que ele é o Batman.
Nesse filme, os vilões não se destacam o suficiente para transformar Batman em coadjuvante. Pfeiffer ainda tem certo destaque pelo apelo sensual e a caracterização de DeVito chama muita atenção, mesmo assim o Batman não perdeu o posto de protagonista para os seus inimigos.
Por falar na caracterização de Danny DeVito como Pinguim, o contrato do ator incluía uma cláusula que o proibia de contar como era sua maquiagem. Nem seus familiares podiam saber de nada. Quando uma foto vazou na mídia, o estúdio reforçou o esquema de segurança dos sets, impedindo a entrada de visitantes, inclusive de astros de Hollywood.
- "Batman Eternamente" (Batman Forever - 1995):
O terceiro filme da franquia sofreu duas grandes baixas: Tim Burton e Michael Keaton - Burton assumiu apenas a produção. E as substituições de seu diretor e protagonista não foram as únicas mudanças. Para tentar manter o ritmo, dois grandes vilões tomaram conta desse longa, suprimindo o Bruce Wayne / Batman de Val Kilmer. "Batman Eternamente" é dos vilões, Charada e Duas-Caras.
Coube a Tommy Lee Jones dar vida a Harvey Dent / Duas-Caras, bandido perigoso que provocou o acidente que matou os pais de Dick Grayson / Robin (Chris O’Donnell). Jones está ótimo no papel, mas quem realmente rouba a cena é o Dr. Edward Nygma / Charada (Jim Carrey).
O talento e a versatilidade de Carrey foram essenciais para a composição do Charada, personagem que vive no limite da loucura e tem como objetivo destruir Wayne e descobrir a verdadeira identidade do Batman.
- "Batman & Robin" (Idem - 1997):
"Batman & Robin"… bom, não tem muito o quê falar desse filme e de seus personagens. Nada salva. Nem o protagonista nem os vilões, mas não credito a culpa do fracasso a George Clooney porque nada funcionou nesse longa, cujo roteiro é terrível.
A produção contou com dois vilões: Dr. Victor Fries / Mr. Freeze (Arnold Schwarzenegger) e Hera Venenosa (Uma Thurman). O primeiro é um cientista insano que venera a falecida esposa, tentando trazê-la de volta à vida e que deseja congelar Gotham. Já Hera Venenosa é uma botânica que ao sofrer um acidente químico se transforma numa mulher sedutora e vingativa.
- "Batman Begins" (Idem - 2005):
Oito anos separam o fracasso da franquia de seu renascimento. Schumacher e Clooney foram dispensados pela Warner e não participaram do reboot do Homem-Morcego, sendo substituídos por Christopher Nolan e Christian Bale, respectivamente. O estúdio acertou na troca e o herói mascarado voltou a ter o prestígio e o reconhecimento que sempre mereceu, com uma trama mais próxima a dos quadrinhos.
O primeiro capítulo da trilogia também conta com dois vilões, porém ambos suprimidos pela história de vida de Bruce Wayne (Bale), seu treinamento na Liga das Sombras e em como o bilionário assumiu a identidade de Batman. Ou seja, o filme podia ter o melhor vilão de todos os tempos, mas a estrela era o Batman.
Henri Ducard (Liam Neeson) é o mentor de Wayne na Liga das Sombras e o grande vilão da trama, conseguindo algum destaque até por que é vivido por Liam Neeson, um ator bastante competente. O único problema é que o Dr. Jonathan Crane / Espantalho (Cillian Murphy) aparece muito pouco no longa, e pouca gente se recorda dele.
- "Batman: O Cavaleiro das Trevas" (The Dark Knight - 2008):
Antes mesmo de estrear, o longa foi marcado pela trágica morte de Heath Ledger, encontrado morto em seu apartamento após uma overdose acidental de drogas prescritas. Pelos trailers divulgados dava para ter a impressão de que o filme era todo do Coringa (Heath Ledger), que estampava inúmeros cartazes. Quando entrou no circuito, ficou claro de que o Batman era mero coadjuvante.
A atuação impressionante e brilhante de Ledger o colocou no centro das atenções. E não era para menos, pois o ator conseguiu superar até mesmo o veterano Jack Nicholson, intérprete do vilão em "Batman". O Coringa de Ledger é mais psicótico e cruel, e rendeu ao ator o Oscar de melhor ator coadjuvante, entregue postumamente.
Mas o Coringa não é o único vilão deste filme, que mostra como Harvey Dent (Aaron Eckhart) se tornou o Duas-Caras. O personagem já havia sido interpretado por Tommy Lee Jones, de maneira mais colorida e bem humorada, mas Eckhart deu um ar mais contraditório ao vilão, responsável por destruir a imagem de Batman (Christian Bale) em Gotham, forçando o exílio de oito anos do herói. Além disso, Dent e Wayne disputavam o amor de Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal).
Aaron Eckhart também está ótimo em cena, mas não tinha como se destacar num longa com um Coringa incrivelmente perfeito. Até a atuação de Bale foi suprimida pela de Ledger. Ou seja, o filme poderia se chamar facilmente, "Coringa".
Puxa! Estou me apaixonando por essa Carolina. Ela é uma comentarista perfeita. Q inteligência ela tem. Q bom senso ela tem. Carolina, vou lhe passar um blog (não é sobre cinema) e quero ver vc comentando lá. O nome do blog é: luciano ayan. Bjos.