O que constatamos dia a dia, com muita tristeza, é retratado numa pesquisa divulgada nesta semana: apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas.
Ladeira abaixo, o mesmo levantamento conclui que 38% dos brasileiros com ensino superior têm nível insuficiente em leitura e escrita.
Os números são resultado do Indicador do Alfabetismo Funcional 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa.
O levantamento envolveu 2 mil pessoas, de 15 a 64 anos, em todas as regiões do país.
Todo santo dia, deparamos com os chamados analfabetos funcionais, indivíduos que não conseguem interpretar textos ou escrever de forma inteligível alguns parágrafos.
Vou citar como exemplo minha área de atuação. No jornal onde eu trabalhava até recentemente, convivíamos com um silencioso absurdo: jovens que saem de faculdades de jornalismo sem saber ler e escrever!!!
Além de não conseguirem desenvolver um texto com os mínimos requisitos que atestam a alfabetização ainda escrevem palavras comuns com erros imperdoáveis.
Essas deficiências se esparramam por todas as áreas. Há uma carência de leitura inclassificável. As pessoas, em sua maioria, tem ojeriza de palavras que não sejam gírias ou palavrões.
A escola faz o enorme favor de gerar nos jovens a aversão à leitura, condição indispensável para o desenvolvimento do raciocício e da escrita.
Essa situação afunda o país. Volta e meia, lemos nas seções de economia dos jornais que o Brasil tem carência de profissionais especializados em tais e tais áreas.
No caso do analfabetismo o prejuízo é maior. Propicia por exemplo que uma nação inteira seja enganada cotidianamente pelos políticos. Sem condições de raciocinar por si mesmas, as pessoas são presas fáceis do raciocínio dos outros.
Um exemplo recente aconteceu no Senado. Demóstenes (ex-DEM-GO), cassado por ser contínuo (office-boy) do bicheiro Carlinhos Cachoeira, fez um discurso que sensibilizaria quem não tem condições de formular suas próprias ideias e opiniões.
Na escola da minha filha, de onze anos, fui conversar com a professora. Queria saber por que ela escrevia ótimo nos exercícios da garota se havia muitos erros de ortografia. Ela respondeu-me que não pode constranger os alunos por causa disso.
Então, a escola serve para quê?
Isso vem de longe. Uma colega que estudou jornalismo comigo foi até uma emissora de rádio onde eu trabalhava em Goiânia. Queria um emprego.
Pedi a ela que pegasse qualquer jornal em cima da mesa e fosse ao estúdio e gravasse o texto que quisesse, para minha avaliação.
O que eu esperava veio pior: ela não sabia ler. "Formou-se" num curso de jornalismo sem ter condições de transformar a linguagem escrita em linguagem oral.
Fiquei mais triste ainda porque ela não sabia que não sabia. Isso continua acontecendo. Vejo e constato isso nos jovens que saem das faculdades.
Salvo as raríssimas exceções de sempre. Não é à toa que o Brasil está deste jeito. Sem massa crítica, os políticos fazem o querem para assaltar o Erário e fica tudo por isso mesmo.
E um detalhe cruel: quem é analfabeto ou analfabeto funcional não está em condições de entender o que está à sua volta, o que configura uma das maiores covardias. Está numa batalha sem nenhuma condição de se defender.
É cruel demais.
Como pior exemplo para a juventude, temos o ex-presidente Lula , que não gosta de livros, de jornais, de leitura, e não suporta a tal "Opinião Pública" . As GREVES na Educação, mostram a falência da mesma na Banânia. O PT fede.
Educação? "Esperando Godot ".